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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Mato Grosso ainda não sabe se mudança no FPE será melhor

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A distribuição dos recursos federais aos Estados por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) terá novos critérios no máximo a partir de janeiro de 2013. A confirmação da revisão dos conceitos foi dada na quinta-feira, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Vitória (ES). A apresentação da necessidade de uma mudança conceitual do FPE, e não apenas uma atualização da metodologia em vigor, foi apresentada pelo secretário-adjunto da Receita Pública de Mato Grosso, Marcel Souza de Cursi.

Um grupo de trabalho e estudo foi constituído com a participação de todos os Estados para determinar como será este novo FPE e os percentuais a que cada Estado possui direito. Entre os principais avanços que serão incluídos na composição do Fundo, está a receita potencial de arrecadação dos Estados. Atualmente, se é considerado apenas o Produto Interno Bruto (PIB) dividido pela população, criando assim a renda per capita. O grupo de trabalho levará em conta no novo FPE as desonerações provocadas pela Lei Kandir, os produtos desonerados nacionalmente, e a eficiência tributária.

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"Esta é uma medida que incentiva os Estados a melhorarem administrativamente sua arrecadação. É uma forma de forçar os governos a buscarem meios de desenvolverem sua economia regional e não ficarem dependentes exclusivamente de recursos da União. Com um país mais igualitário, os Estados poderão receber os investimentos privados de uma forma mais equilibrada", comentou Marcel.

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Conforme projeções realizadas pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), serão divididos pelo novo FPE em 2013, algo em torno de R$ 58 bilhões. Este montante será formado por R$ 46 bilhões oriundos de parte da arrecadação líquida do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e outros R$ 12 bilhões dos royalties do pré-sal.

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A questão ambiental também terá um peso maior no novo FPE. "Ainda é cedo para dizermos exatamente como este Fundo ficará, mas os conceitos foram incorporados pelos Estados e farão parte da metodologia do FPE". Atualmente, as questões territorial e ambiental compõem apenas 5% do FPE. A proposta de Mato Grosso é que este índice seja no mínimo triplicado. Esta seria uma forma de incentivar os Estados a investirem mais recursos na conservação ambiental e até mesmo criarem novas áreas de preservação.

Na fórmula, também devem ser observados quesitos sociais e econômicos. A quantidade de estradas pavimentadas, a logística de atendimento do poder público à sociedade deve ser destacada como fator de destinação dos recursos federais.

A necessidade da mudança na distribuição do FPE foi fruto de uma ação de inconstitucionalidade proposta pelo Estado de Mato Grosso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei Complementar n° 62/1989. Esta é a lei que atualmente estipula a participação de cada ente federado dentro dos Fundos de Participação Estadual e Municipal (FPE e FPM). Pela decisão do STF publicada no mês de maio deste ano, a União deverá colocar em prática um novo modelo de distribuição de recursos a partir de janeiro de 2013.

 

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