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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Economia

Governo aposta em crescimento de 5% para 2012

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Apesar de apontar a questão econômica como a principal dificuldade enfrentada por seu governo neste ano, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que está otimista em relação ao desempenho econômico do Brasil para 2012. Ela apostou em um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, para o próximo ano, em torno de 5%.

"Minha meta é de 5 [%], a do Guido [Guido Mantega, ministro da Fazenda] é de 5 [%], da área econômica é 5 [%]", disse a presidenta em um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. "A minha expectativa é otimista, vocês queriam que fosse pessimista", disse a presidenta.

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O otimismo de Dilma em relação à economia, também se refere à inflação, que, segundo a estimativa da presidenta, deve ficar "sob controle" em 2012. Ela não afirmou que o índice caminhará para o centro da meta (4,5%), mas admitiu que poderá ficar um pouco acima. "Nós temos certeza de que a inflação fica sob controle, fazendo aquela curva suave", destacou a presidenta. O importante é que a inflação fica sob controle", completou.

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Dilma voltou a lembrar que as reservas de recursos do governo dão condições de afirmar que, apesar da crise, o país tem melhores condições de superar os problemas internos na economia.

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"As ações que tivemos do ponto de vista fiscal é que nos dão hoje um bom fôlego, uma grande capacidade de manobra", disse a presidenta referindo-se às reservas internacionais e ao resultado dos depósitos compulsórios dos bancos, que hoje chegam a R$ 450 bilhões, em poder do Banco Central

"Temos recursos próprios para enfrentar esse problema. Em outros países, quando a coisa aperta, tem que se recorrer ao Orçamento. Nós temos reservas, temos o compulsório e também temos margem de manobra na política monetária", disse a presidenta.

Ela lembrou que o governo teve a capacidade de se antecipar ao agravamento no cenário internacional. "Também nos antecipamos na avaliação do que vinha. A área econômica viu que a crise era diferente da de 2008. Pouco antes da metade do ano, começamos a acender o sinal vermelho. Vimos que a crise seria de longo prazo e com picos", lembrou a presidenta.

Na avaliação da presidenta, a tendência de todos os países do mundo, em meio à crise, será a de se voltar para investimentos internos. Esses conceitos, segundo ela, também vão nortear as campanhas eleitorais nos países desenvolvidos. Ela citou o conceito de "relocalização" que deverá ser a ideia central da campanha na França e os programas de incentivos a investimentos feitos pelos Estados Unidos.

 

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