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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Nortão: prefeitos, Sema e MP debatem saída para reduzir impactos da obra de usina

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O secretário de Estado do Meio Ambiente, Vicente Falcão de Arruda Filho reuniu-se, ontem, com representantes da Promotoria de Justiça Cível de Colíder, Ministério de Minas e Energia, prefeituras de Colíder, Nova Canaã do Norte, Itaúba e da empresa Copel Geração e Transmissão para discutir uma solução frente ao embargo das obras de construção da Usina Hidroelétrica UHE de Colíder. "O objetivo da reunião é buscar uma composição, especialmente em relação às demandas socioeconômicas pleiteadas pelos municípios", explicou o secretário.

Segundo prefeitos e representantes dos municípios da área de influência do empreendimento, a ideia é encontrar uma solução que minimize os impactos sociais e econômicos do empreendimento. O prefeito de Colíder, Celso Paulo Banazeski, contou que desde o início das obras, o município tem enfrentado problemas decorrentes da pressão nos serviços públicos, decorrente do aumento significativo da população. "O município não tem capacidade financeira para suportar o acréscimo das demandas e, inclusive, corre o risco de não conseguir fechar as contas deste ano".

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O prefeito de Nova Canaã do Norte, Vicente Gerotto de Medeiros, afirmou que no município, "a situação tende a ficar caótica" e manifestou seu desejo de retomada imediata das obras embargadas pela Sema, por determinação do Ministério Público.

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Em Itaúba, os impactos socioeconômicos decorrentes do empreendimento ainda não foram sentidos. "Entretanto, não descartamos essa possibilidade, com o inicio da supressão vegetal da área do reservatório", alertou o prefeito Raimundo Zanon ao se manifestar favorável a retomada das obras.

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A promotora de Justiça Cível de Colíder, Hellen Uliam Kuriki, disse que "a preocupação do Ministério Público está relacionada aos impactos sociais negativos do empreendimento nas áreas social, econômica, da infância e juventude, urbanística e da segurança pública".

Já a representante do Ministério de Minas e Energia, Márcia Camargo, após destacar a importância do empreendimento para suprir o déficit energético do país, externou sua preocupação em relação às pressões sobre os serviços públicos. "É necessário que haja uma composição entre o empreendedor e os municípios da área de influencia da UHE, a fim de que as obras possam prosseguir". Ela destacou ainda a sua preocupação com os danos ambientais e sociais que poderão advir, caso a obra permaneça paralisada e, levantou uma serie de sugestões para que se possa chegar a um consenso entre a demanda dos municípios e as responsabilidades do empreendedor.

O representante da Copel, o advogado Júlio Jacob Júnior, explicou que a empresa está aberta a celebração de um acordo que contemple as demandas criadas nas áreas da saúde e educação, relativas aos profissionais e seus familiares, diretamente envolvidos no empreendimento, além da compensação de eventual demanda que extrapole o crescimento demográfico esperado pelos municípios. "A Copel apóia os municípios na busca e formatação de projetos de captação de recursos através da utilização das leis de incentivos fiscais e com compromisso de aporte de recursos da empresa em tais projetos".

Em relação ao embargo, Júlio Jacob informou que a empresa já cumpriu as pendências elencadas pela Sema. Após a reunião ficou definido, entre outras questões que a Copel deverá apresentar os valores que entende factíveis para os repasses emergenciais aos municípios que deverão apresentar as informações que comprovem o aumento das demandas por serviços públicos. Também deverá ser criado um Grupo de Trabalho integrado por representantes dos órgãos envolvidos na questão, com o objetivo de discutir e monitorar a aplicação de recursos.

Participaram da reunião a secretária adjunta de Qualidade Ambiental, Lilian Ferreira dos Santos; o superintendente de Infraestrutura, Mineração, Industria e Serviços (Suimis), José Ignácio ribeiro Neto; o deputado estadual Nilson Santos, o secretário de Planejamento do município de Colíder, Vanderlei Borges o secretário de Gabinete de Nova Canaã do Norte, Ivaine Molina, o representante da Copel, Gilberto Fernandes e o assistente do MP, João Vitor Scaff Gonçalves.

 

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