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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Cuiabá e Várzea Grande têm cerca de 10 mil postos de trabalho desocupados

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Cuiabá e Várzea Grande, 2 cidades, 2 gestores e o mesmo desafio no mercado de trabalho. Separados por um rio, os municípios compartilham a "sorte" da expansão na oferta de empregos, seja pela Copa do Mundo ou pelo crescimento econômico do Estado recordista na produção. Mas, na contramão desse cenário promissor, se deparam com o despreparo da mão de obra da população e assistem a abertura de postos de trabalho que não preenchidos.

É o que revela o Sistema Nacional de Emprego (Sine) no balanço dos 8 primeiros meses de 2012. Em Cuiabá, 3,400 mil trabalhadores foram inseridos nas 13,293 mil vagas oferecidas no Sine, o que representou uma sobra de cerca de 10 mil postos e 82,4% de desempregados de um total de 19,258 mil inscritos. A situação é ainda mais grave na cidade vizinha. Dos 8,083 mil inscritos no Sine de Várzea Grande, 94,5% ainda aguardam uma oportunidade, alcançada por apenas 441 trabalhadores dentro das 2,813 mil vagas ofertadas pelas empresas, que permanecem vazias ou foram ocupadas por profissionais de outras regiões.

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Aos 25 anos, Valdivino de Almeida, começou a "escrever" uma história profissional diferente. Concluiu o curso de eletricista de automóveis e quer a carteira de trabalho assinada. "Proporcional a outros estados, o desemprego na baixada cuiabana está no índice aceitável de 5%", avalia o superintendente de Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MT), Valdiney Arruda, frisando que a preocupação está ligada diretamente na qualidade da preparação da faixa etária mais jovem, que possui o maior índice de desemprego. O principal desafio dos dois novos prefeitos, segundo o superintendente, é preparar esse grupo em situação vulnerável, proporcionando a inclusão social pelo mercado de trabalho.

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Mas a dificuldade de inserção dos jovens e adultos não se restringe ao problema da falta de qualificação, aponta a economista Rosângela Saldanha, destacando a necessidade de aumentar a escolaridade formal desses trabalhadores que não tem acesso a cursos que exigem a conclusão de 1º e 2º graus. Situação se complica ainda mais porque jovens de 15 e 18 anos estão abandonando as escolas. Para a especialista, essa é uma política de longo prazo e os gestores perderam pontos na história. "Enquanto não se tratar isso de forma coordenada (nas pastas de educação, trabalho, indústria, desenvolvimento, etc), a população cuiabana e varzea-grandense vai pagar o ônus de ver os seus empregos ocupados por pessoas de outras estados"

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Caso esse quadro não se reverta, conforme Arruda, a baixa já registrada em algumas atividades econômicas por falta de trabalhador trará uma inversão e o "boom" do desenvolvimento será freado pela falta de mão de obra qualificada. Fato que preocupa também o Governo do Estado, que busca parcerias com a SRTE para atrair trabalhadores mato-grossenses para suprir a carência de funcionários nas obras da Copa. ‘Estamos com dificuldade de contratação de mão de obra e buscamos o apoio do Ministério do Trabalho para que possamos suprir a carência, valorizar os trabalhadores daqui e cumprir a legalidade trabalhista‘, afirma o secretário Maurício Guimarães.

 

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