Aprosoja MT constata que 32% da 163 ainda não foram pavimentados no Pará
A Aprosoja e o Movimento Pró-Logística, que coordenaram o Estradeiro pela BR-163 no Pará, semana passada, constataram que o trecho de 335 quilômetros entre a chamada Vila do 30, localizada no Distrito de Campo Verde, em Itaituba, e Santarém, é o mais complicado, com 146 quilômetros sem pavimentação. Duas empresas são responsáveis pelas obras, a Sanches Tripoloni, com um lote de 112 quilômetros entre Vila do 30 e Rurópolis, e o 8º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), com um lote de 223 quilômetros, de Rurópolis até Santarém”.
A Aprosoja informa também que “no lote da Sanches Tripoloni, a BR-163 e a BR-230, também conhecida como Transamazônica, encontram-se e dividem o trajeto. Todos os 112 quilômetros estão sem pavimentação, com porções da estrada ainda em leito natural. Este também é o trecho que mais possui pontes: são 11, das quais cinco estão sem encabeçamento, uma só com a fundação e ainda há bueiros por fazer. A empreiteira assumiu o lote neste ano, pois a empresa que possuía o direito entrou em recuperação judicial”.
Ainda foi constatado que “os 223 quilômetros do 8º BEC são marcados por muitos cortes grandes de solo e aterros. A maior parte do trecho já está pavimentado, restando 34 sem pavimentação, e alguns sem terraplanagem na saída de Rurópolis. São um total de seis pontes já prontas e dois bueiros ainda em construção. Há trechos que foram construídos ainda em 1998 e já foram revitalizados”.

Conforme Só Notícias/Agronotícias já informou, entre as cidades de Novo Progresso e o distrito de Miritituba, em Itaituba, quatro empreiteiras são responsáveis pelas obras totalizando 154 quilômetros sem pavimentação. Além disso, há dois pontos críticos com terreno escorregadio sempre que há chuvas, o que inviabiliza o tráfego de veículos maiores.
Com a conclusão do Estradeiro da BR-163 na última sexta, foram somados 328 quilômetros não pavimentados dos 1005 quilômetros entre a divisa de Mato Grosso e Pará, até Santarém. Já da divisa até o Distrito de Miritituba, onde estão sendo construídas as Estações de Transbordo de Carga (ETC”s), são 182 quilômetros.
Com a rodovia totalmente asfaltada, promessa do governo apra 2015 (depois de prorrogar ao menos 3 vezes o prazo de conclusão), o escoamento da safra agrícola, carne e madeira (dentre outros) produzidos no Nortão e Médio Norte serão escoados pelo porto em Santarém com redução de aproximadamente 25% no frete se comparado com transporte feito até Santos (SP) ou Paranaguá (PR).

Trecho Novo Progresso e o distrito de Miritituba








