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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Levantamento aponta que setor florestal é penalizado com 50 taxas em MT

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Mato Grosso continua sendo o estado com os maiores valores de taxas incidentes sobre o setor florestal, dentre os principais produtores de madeira da Amazônia Legal. Apesar do custo mais alto, o trâmite para aprovação dos projetos de manejo florestal sustentável, de renovação de CC-Sema e Licença Operacional (LO) continuam lentos.

Nem mesmo o projeto de Lei elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para revisão da Lei das Taxas e encaminhado à Assembleia Legislativa, esta semana, altera esse cenário. Pelo contrário: cria 13 novos encargos que oneram ainda mais a atividade, já penalizada com a cobrança de aproximadamente 50 taxas, como revela um levantamento concluído nesta semana pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).

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Em Mato Grosso, os valores das taxas cobradas estão atrelados às atualizações mensais da Unidade de Padrão Fiscal (UPF), atualmente fixada em R$ 107,10. Na emissão de uma Guia Florestal (GF), documento necessário para toda operação de comercialização de madeira, são recolhidos R$ 26,78 que, acrescidos de mais R$ 11,78 referentes à Taxa de Serviços Estaduais (TSE) para os empresários não associados à Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), totaliza o recolhimento de R$ 38,56 por uma única Guia. A cobrança das GFs está vigente no Estado desde 2006, após ser regulamentada pela Lei Complementar 233, de 21 de dezembro de 2005. Desde então, o setor de base florestal arrecadou R$ 34,242 milhões com a emissão de 2,357 milhões de GFs até agora.

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Em comparação com o Pará, onde a UPF equivale a R$ 2,56, o valor da UPF vigente em Mato Grosso é 4.083% maior ou 42 vezes superior. Com isso, a emissão de uma GF custa 7,17% a mais em Mato Grosso do que no Pará, onde são cobrados R$ 12,85 pela emissão da Guia e mais R$ 23,13 do Documento de Arrecadação Estadual (DAE), perfazendo o total de R$ 35,98. No Pará também não há cobrança pela renovação do CC-Sema.

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Em Rondônia e no Amazonas não foi instituída a cobrança de Guia Florestal, já que operam apenas com Documento de Origem Florestal (DOF) do Ibama e sem custo adicional.

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