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domingo, 8 de novembro de 2026
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Economia

Redução da perspectiva do país não afetou confiança de investidores

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A decisão da agência de classificação de risco Moody's, de rebaixar a perspectiva da nota de títulos do Brasil não afetou a confiança dos estrangeiros, disse hoje (25) o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido. Segundo ele, a demanda pelos papéis brasileiros, por investidores internacionais, está em alta, apesar de ter passado por momentos de volatilidade nas últimas semanas.

De acordo com Garrido, a prova de que os aplicadores estrangeiros continuam apostando no país foi a emissão de títulos da dívida externa no início do mês. Na ocasião, o Brasil conseguiu captar US$ 1 bilhão por meio de papéis com vencimento em 2025, com juros de 3,88% ao ano.

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O coordenador informou que a demanda de estrangeiros por títulos públicos brasileiros levou o órgão a fazer nova operação no exterior, pouco mais de um mês depois de ter captado US$ 3,5 bilhões, no fim de julho.

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“A demanda [de papéis brasileiros por investidores internacionais] continuou expressiva em agosto. No começo de setembro, o Tesouro Nacional recebia bastante proposta de emissão. Julgamos que as taxas eram adequadas e demonstravam confiança do mercado nos fundamentos da economia brasileira. Então fizemos a reabertura do Global 2025 [título externo com vencimento em 2025], que foi bem-sucedida”, declarou Garrido.

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Em relação à dívida interna, que engloba os papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, negociados no país, o coordenador destacou que houve grande volatilidade nas taxas dos títulos, nos últimos dois meses. Em agosto, os juros dos papéis caíram, o que levou alguns aplicadores estrangeiros a vender títulos. As taxas, no entanto, voltaram a subir este mês, o que provocou retorno dos investidores externos.

“Agora, não temos relatos de movimentos expressivos de estrangeiros em setembro. Nem de saída [em que eles se desfazem de títulos públicos], nem de entrada [em que compram os papéis brasileiros]”, explicou Garrido.

Em agosto, a participação dos investidores estrangeiros na dívida interna atingiu 18,8%, repetindo o recorde registrado em abril. Em valores absolutos, os aplicadores internacionais detêm R$ 390,16 bilhões em papéis do Tesouro Nacional destinados ao mercado interno.

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