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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Comércio estima prejuízos de R$ 15,5 bilhões devido a feriados em 2015

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Na avaliação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) o excesso de feriados ao longo deste ano, muitos dos quais em dias imprensados com os finais de semana, vai impor ao comércio brasileiro “prejuízos na lucratividade” de cerca de R$ 15,5 bilhões, em 2015 – resultado 22,5% maior que em 2014, já descontada a expectativa de inflação prevista para 2015.

“Além do menor número de dias úteis no ano corrente, contribui para o agravamento das perdas decorrentes do maior número de feriados a crescente relação folha de pagamento/receita operacional no comércio brasileiro em curso desde 2009”, mostra a CNC.

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A entidade lembra que, no ano passado, além do expediente reduzido na quarta-feira de cinzas (5 de março) e também em 15 de novembro (sábado), outros sete feriados nacionais integrais ocorreram em dias úteis para o comércio. “Em 2015, o maior número de interrupções ocorrerá em função de dez feriados integrais entre segundas e sextas-feiras, além do meio expediente da quarta-feira de cinzas [18 de fevereiro]”.

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Para a CNC, além de perdas parciais de vendas – parte dessas transações são concretizadas antes ou após os dias não úteis –, o fechamento dos estabelecimentos ou a opção pela abertura das lojas em dias não úteis “compromete a lucratividade do setor por meio da elevação extraordinária dos custos trabalhistas decorrentes das operações nesses dias".

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As estimativas da CNC baseadas nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam para a primeira queda do varejo ampliado nos últimos dez anos.

A entidade ressalta, ainda – com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged) – que no ano passado a ocupação e o rendimento médio real dos trabalhadores formais do comércio cresceram, respectivamente, 2,0% e 1,8%. “Com isso, a massa de rendimentos do setor acusou expansão de 3,8%, maior que o volume de vendas em 2014, mantendo a tendência de crescimento da relação folha de pagamentos/receita operacional líquida, o que vem ocorrendo desde 2009.

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