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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Presidente da Petrobras prevê aumento máximo de R$ 0,50 para botijão de gás

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O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse hoje que as reações das distribuidoras de gás de botijão aos novos contratos de fornecimento devem ser “contidas” e não acarretem reajuste de preços ao consumidor maior que R$ 0,50 por botijão de uso residencial.

A estatal anunciou, mais cedo, que o botijão deve ficar até R$ 0,70 mais caro, em média, porque a companhia revisou custos de logística com o produto que antes eram subsidiados. “Agora, esperamos que [a alta] seja contida nessa dimensão [de R$ 0,50]”, declarou, após cerimônia de despedida da diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, no Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro.

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A expectativa dele é que as distribuidoras repassem ao consumidor apenas o custo do fim do subsídio, sem aproveitar para fazer revisão do preço final. Contrariado, o presidente da estatal lembrou que os preços da gasolina e do diesel, que caíram na refinaria recentemente, não foram repassados ao consumidor, que ficou sem o desconto na bomba. “É preciso criar no país um ambiente propício ao investimento, se você tem subsídios cruzados dentro da estrutura de logística, não existe esse ambiente”, avaliou.

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No caso do gás de botijão, Parente explicou que até então a estatal não cobrava pelo uso de tanques e dutos. “Em relação às empresas de gás, [é uma medida] para que elas paguem um preço justo pela infraestrutura que utilizam”. Ele negou qualquer aumento de preços nas refinarias.

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No comando da agência desde 2012, Magda Chambriard encerrou hoje seu mandado como diretora-geral, agradecendo aos servidores e destacando ações para descentralizar investimentos no país e fortalecer a ANP. Para o futuro, ela apontou como desafio a transição do setor de petróleo, por causa da oscilação de preços.

Na cerimônia, ela lembrou os desafios de montar a agência, no início da década passada. “Em 2002, a ANP não tinha feito um concurso público. Todo esse quadro de servidores, que é hoje de cerca de 1,5 mil pessoas, não estava lá, a gente usava um prédio do Banco Brasil com móveis emprestados. Nem computadores tínhamos, era um rodízio. O quadro hoje é outro”, comemorou ela, que passou 14 anos na empresa e chegou como assessora da direção, depois de uma carreira como engenheira da Petrobras.

Ela lembrou a licitação de blocos de petróleo, cujas rodadas mais importantes foram realizadas sob sua gestão, e destacou que foi possível atrair investimentos para a Linha do Equador, descentralizando operações “concentradas no Sudeste”. Com as concessões, ela também lembrou uma situação inusitada, quando o governo não tinha como cobrar o valor arrecadado com o campo de Libra – a maior reserva conhecida de petróleo no país. “A guia de recolhimento da União não permitia o pagamento de bilhão, só de milhão, tivemos que alterá-la”.

Magda também destacou ações de fiscalização de preços e qualidade de derivados do petróleo, que foram aprimoradas, incorporando denúncias feitas pela sociedade. “Posso dizer que fiscalizamos tanto que nem a Ilha do Marajó [Pará], que nunca tinha sido fiscalizada, ficou de fora”, disse.

Magda Chambriard será substituída pelo engenheiro Decio Oddone, a quem desejou sucesso. O executivo, também ex-funcionário da Petrobras, vinha atuando no setor privado. Seu último trabalho foi como diretor de Óleo e Gás da Prumo, empresa derivada da LLX, de Eike Batista.

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