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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

MT Fomento é parceira de estudo sobre importância do microcrédito

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A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está desenvolvendo uma pesquisa sobre a importância do microcrédito com recursos provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no desenvolvimento socioeconômico dos negócios de quem utiliza esta modalidade de crédito. Em Mato Grosso, a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (MT Fomento) é parceira do estudo. É a primeira vez que a FGV realiza um estudo sobre o impacto do microcrédito no Brasil.

O microcrédito é uma modalidade de empréstimo que tem como característica pequenos valores (o teto máximo para operações via BNDES é R$ 20 mil), direcionado para microempreendedores informais, que usualmente não têm acesso às formas convencionais de crédito.

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Em Mato Grosso, por meio da MT Fomento, existem 560 operações de microcrédito ativas com recursos do BNDES, que somam um valor de R$ 6,7 milhões. Já no Brasil, há cerca de quatro milhões de clientes de microcrédito ativos.

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De acordo com o professor e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira (GVcemif) da FGV, Lauro Gonzalez, a pesquisa busca dar uma ideia da importância do microcrédito em toda a sua cadeia, com foco principal nos tomadores de crédito e, em segundo plano, nas instituições financeiras e de fomento por meio das quais este crédito é oferecido.

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“O objetivo é que o estudo ajude as instituições a identificar as variáveis mais importantes do impacto do crédito sobre as pessoas que o contratam. Poderemos responder a algumas perguntas como, por exemplo, que tipo de crédito é mais contratado, para o que foi utilizado e qual o impacto no negócio. Com estas informações as instituições poderão desenhar determinados produtos para públicos específicos”.

O diretor de Desenvolvimento e Crédito da MT Fomento, João Paulo Fortunato, destaca que após a fotografia final da pesquisa será possível montar estratégias mais delineadas. “Teremos mais facilidade em conhecer as necessidades dos microempreendedores de cada segmento e assim oferecer um produto que realmente atenda a sua necessidade. Além disso, também será possível identificar quais as dificuldades do tomador deste crédito e orientá-lo melhor sobre como investir corretamente este dinheiro para que seu negócio realmente cresça”.

A pesquisa é dividida em três fases, sendo a primeira exploratória, que está em curso agora. A partir deste levantamento de informações será elaborado um questionário que será aplicado aos microempreendedores. A terceira fase será a análise de resultados.

As informações serão levantadas em todas as regiões do país. Até agora já foram colhidos dados em Fortaleza, Santa Catarina e Mato Grosso. A pesquisa começou em outubro de 2015 e o resultado final deverá ficar pronto dentro de seis meses.

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