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sábado, 7 de novembro de 2026
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Esportes

Copa: Parreira não antecipa time mas pode usar reservas hoje contra Japão

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– Já classificada para as oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2006, a seleção brasileira encerra a sua participação no Grupo F da primeira fase nesta quinta-feira, às 16 horas (de Brasília), contra o Japão, no Westfalenstadion, em Dortmund.
Um simples empate assegura o primeiro lugar da chave ao Brasil, mesmo que a Austrália vença a Croácia por uma goleada. O Japão, comandado pelo técnico brasileiro Zico, ainda tem pequenas chances de classificação se vencer bem o time canarinho e o outro jogo da rodada empatar.

Apesar de já entrar em campo classificado, Carlos Alberto Parreira optou pelo mistério e só vai divulgar o time horas antes do confronto. O técnico estudava três possibilidades: poupar jogadores cansados e pendurados, usar o jogo para testar uma nova formação ou manter os principais atletas para tentar atingir um melhor entrosamento da equipe.

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Todos os jogadores sabem da importância deste jogo. Afinal, esta pode ser a única chance para os reservas de atuarem em um jogo de Copa do Mundo. Em 2002, o volante Kléberson estreou contra a Costa Rica, também o terceiro jogo brasileiro naquele Mundial, e acabou se tornando titular absoluto.

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Atualmente defendendo o Besiktas, Kléberson tem sido citado como um exemplo entre os reservas brasileiros, quatro anos depois. Todos querem ter pelo menos alguns minutos para mostrar serviço e confundir a cabeça de Parreira. Durante a semana, Cicinho era um dos mais ansiosos.

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“Vamos ver se vou sair jogando. Estou esperançoso. Lembro que, em 2002, meu amigo Júnior, do São Paulo, teve a chance de enfrentar a Costa Rica no lugar do Roberto Carlos. Ele marcou um gol e acabou eleito o melhor em campo. Vou tentar repetir o feito dele”, afirmou o lateral-direito do Real Madrid.

Apesar de estar cotado para jogar, Cicinho ouviu o titular Cafu pedir para jogar. Se entrar em campo, o capitão se tornará o jogador brasileiro que mais jogos fez em Copas do Mundo. Atualmente, ele está empatado com Taffarel e Dunga.

Outros são os recordes que podem ser quebrados nesta quinta-feira. Se passar dos primeiros 32 minutos de jogo sem levar gols, a defesa brasileira terá ficado o maior período de sua história em Copas do Mundo sem ser vazada.

“É o óbvio ululante do Nelson Rodrigues que todos os 23 jogadores vão querer jogar. Ouvimos os pedidos deles, mas a decisão será nossa”, avisou Parreira, que está preocupado com Emerson, Cafu, Robinho e Ronaldo, todos pendurados com um cartão amarelo.

Esta será a quarta vez que Brasil enfrentará seleções dirigidas por técnicos brasileiros em Copas do Mundo. A única derrota (3 a 1) foi para o Portugal de Otto Glória, em 1966. Quatro anos depois, no México, a seleção do Peru, comandada por Didi, sucumbiu por 4 a 2 contra os brasileiros. Por fim, no Mundial passado, a Seleção bateu a Costa Rica por 5 a 2. O time da América Central era dirigido por Alexandre Guimarães, que segue no cargo até hoje.

Para motivar o Japão, o técnico Zico lembrou do empate por 2 a 2 com o Brasil na Copa das Confederações de 2005 em suas palestras. O treinador precisa ir ao ataque para tentar chegar às oitavas-de-final.

“Enfrentar a seleção brasileira jogando apenas na defesa é um suicídio. Se fizermos isso estaremos deixando o Brasil e todo o seu poderio ofensivo jogando no nosso campo. Temos que atacar, surpreender o Brasil e tentar acuá-lo em seu campo”, afirmou Zico. Para este jogo, o Japão estará desfalcado do zagueiro Miyamoto, que cumprirá suspensão por ter recebido o segundo cartão amarelo no empate sem gols com a Croácia. Moniwa será o seu substituto.

A única dúvida está no ataque. Keiji Tamada e Seiichiro Maki disputam a vaga de Atsushi Yanagisawa, que atuou mal nas duas primeiras rodadas.

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