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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Esportes

Só vitória hoje à noite classifica Corinthians para quartas-de-final da Libertadores

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Até Maradona resolveu vestir a camisa da seleção brasileira para o patrocinador oficial da CBF. Sinal dos tempos no Parque São Jorge. Para a segunda e decisiva partida das oitavas-de-final da Copa Libertadores, o Corinthians decidiu abandonar seu disfarce gringo e assumiu de vez a pose de time técnico, habilidoso e tipicamente brasileiro.
Se na partida de ida o sangue argentino de Tevez e Mascherano foi apresentado como a principal arma do Timão, tudo será diferente, nesta quinta-feira, às 20h45, no Pacaembu, onde uma vitória simples classifica o Corinthians para as quartas-de-final.

Em vez de garra e experiência, a imagem vendida pelos corintianos nos últimos dias é a de um time perseguido pela arbitragem e invejado pelo alto investimento realizado pela MSI. Até a grama do Pacaembu recebeu atenção especial e foi cortada baixa para que a futebol-arte tenha mais chances de vencer a truculência, a catimba e o anti-jogo praticado pelo adversário porteño.

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Mascherano está suspenso e dá lugar a Xavier. O argentino, chamado de Chefinho nos tempos em que defendia o River, foi expulso em Buenos Aires. Caiu na catimba de Gallardo como se fosse um brasileiro.

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“Falamos todos os dias com os jogadores sobre este assunto, mas dentro do campo as coisas são diferentes. Por ironia do destino, o corintiano expulso em Buenos Aires foi exatamente um argentino. Não adianta planejar demais. Na prática, sempre acontecem fatos novos”, admitiu Ademar Braga, engavetando de vez a idéia de um Corinthians carrancudo na Libertadores.

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Com a grama do Pacaembu bem aparada e o apoio da torcida, o técnico espera que seu meio-campo volte a funcionar e, assim, o mantenha no cargo. Ricardinho, Carlos Alberto e Nilmar precisam mostrar criatividade digna do futebol pentacampeão do mundo. Afinal, um time considerado galáctico deve ter mais opções de jogada além do recorrente chutão para a ponta esquerda rumo a Tevez, no esquema tático ‘seja o que Dios quiser’.

“O antídoto contra o River é jogar futebol. Nós vamos entrar em campo com esta intenção. Caberá à arbitragem ser enérgica. Se houver catimba e deslealdade estaremos na mão do trio chileno”, afirma Ademar Braga, que viu Kia e Dualib viajarem para o Paraguai no começo da semana. Lá os dois exigiram da Conmebol uma arbitragem justa.

Procurando esquecer o juiz, Ricardinho passou segurança na véspera do confronto. Ele é outro que aposta na qualidade e na velocidade do Timão para sair do Pacaembu com a classificação. “Sempre falam sobre catimba entre Brasil e Argentina. Eu particularmente acho que só a técnica e o preparo de cada time podem decidir os jogos”, disse o camisa 11.

Comandando o River Plate, Daniel Passarella está mais confiante depois de vencer o Corinthians na Argentina. O técnico tem usado as declarações de Carlos Alberto para motivar o elenco. O meia brasileiro disse que o Timão é muito superior ao River Plate. “É melhor acharem que estamos mortos”, retrucou o treinador argentino, que precisa apenas de um empate para ficar com a vaga.

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