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sábado, 7 de novembro de 2026
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Esportes

Dunga não confirma se colocará Kaká no lugar de Ronaldinho hoje contra o Peru

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As convincentes vitórias contra Portugal (6 a 2) e Itália (2 a 0) fazem parte do passado. Após empatar por 1 a 1 diante do Equador, em Quito, apresentando um futebol sofrível, a seleção brasileira voltou a conviver com as críticas e, nesta quarta-feira, às 22h10 (de Brasília), diante do Peru, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, os três pontos são considerados fundamentais para a paz voltar ao grupo comandado por Dunga.

O resultado positivo servirá não apenas para colocar um fim ao incômodo jejum de três partidas seguidas sem marcar gols em casa pelas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010 (empates diante de Argentina, Colômbia e Bolívia), mas também para afastar a perigosa aproximação do Uruguai, quinto colocado com 16 pontos (dois a menos que o Brasil) na tabela de classificação.

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O fato de jogar na casa do Internacional, palco onde surgiu para o futebol, deixou o técnico Dunga, ex-volante Colorado, otimista em relação ao comportamento do torcedor. “Pelo o que eu conheço da minha aldeia, sei que todos preferem acreditar primeiro nas coisas positivas. Acredito que a torcida vai acreditar no Brasil e apoiar, dando ênfase sempre às coisas positivas. Eles irão mostrar patriotismo e ajudar o nosso time”, apostou o treinador.

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Outra cria do Inter, o atacante Alexandre Pato, que será opção no banco de reservas, concordou com a previsão de Dunga. “Acredito que todos irão apoiar. Estou com saudades do clima do Beira-Rio e espero, se tiver chance, fazer o meu melhor para ajudar a seleção”.

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Se Pato torce para entrar durante a partida, quem deverá iniciar o duelo é Kaká. Fora do amistoso contra a Itália e também do empate diante do Equador, o jogador está recuperado de uma lesão no pé esquerdo, treinou normalmente com o grupo e pode ser a grande novidade da equipe. “Ele está à disposição”, sintetizou Dunga.

Empolgado com a possibilidade de voltar à equipe, Kaká espera ver em campo um Brasil diferente do que se apresentou em Quito. Para o meia do Milan, o ideal é reeditar a apresentação de gala mostrada na goleada sobre Portugal. “Eu lembro do jogo contra Portugal, não o contra a Bolívia. Isso depende do que a gente for buscar. Contra Portugal foi uma vitória convincente diante de uma grande seleção. É um exemplo que temos que seguir”.

A receita para jogar um futebol tão vistoso quanto o mostrado diante de Cristiano Ronaldo e companhia está na ponta da língua de Kaká e dos demais atletas do grupo verde e amarelo. “Temos a obrigação de ganhar e de fazer o possível para dar um grande espetáculo. Temos que fazer o possível para marcar um gol no começo e desbloquear a defesa”, pediu Kaká.

“Temos que mostrar desde o primeiro minuto que queremos ganhar o jogo, pressionando e não deixando o time deles jogar. Nossa atitude tem que ser diferente”, emendou Júlio Baptista, autor do gol brasileiro na altitude de Quito, e opção número um para o técnico Dunga mexer na equipe durante o jogo contra os peruanos.

A principal dúvida no time que começará jogando está justamente em quem sairá para a volta de Kaká. Ronaldinho Gaúcho aparece como primeira opção, até pela pífia apresentação diante do Equador, mas Elano, outro que não foi bem em Quito, pode ser o escolhido por Dunga.

“Somos compatíveis. Eu e o Gaúcho tivemos grandes apresentações juntos. Gosto de citar a Copa das Confederações de 2005, quando jogamos muito bem e fomos campeões”, opinou Kaká, que já atuou dez vezes ao lado de Ronaldinho sob o comando de Dunga, acumulando sete vitórias e três empates.

“Não vejo problema de jogarmos juntos. Isso acontece no Milan. É só se posicionar bem para marcar, porque quando a gente estiver com a bola sabe o que fazer”, complementou Ronaldinho, que foi defendido pelo técnico Dunga após o jogo contra o Equador e pode receber nova chance de mostrar o futebol que o elegeu duas vezes como o melhor jogador do mundo.

Zebra declarada: Pior time da zona sul-americana no momento e alijado da disputa por uma vaga na próxima Copa do Mundo, o Peru entrará em campo como zebra declarada e à espera de um milagre para tentar complicar a luta brasileira pelos lugares mais altos da tabela.

Ameaçado de demissão e hostilizado pelos torcedores após a derrota por 3 a 1 para o Chile em casa, fato que não ocorria há 24 anos, o técnico José Del Solar negou que esteja pensando em entregar o cargo no caso de um novo insucesso no duelo marcado para o Beira-Rio. “Não é o momento de falar sobre isso”, simplificou.

O treinador não poderá contar com o zagueiro Vargas e com o meio-campista De La Haza, ambos suspensos. Único atleta poupado das críticas na derrota para o Chile, o atacante Johan Fano, autor do gol de honra peruano na ocasião, pregou a dignidade como norma para o compromisso desta quarta.

“Só nos resta jogar com dignidade e honra para deixar de ser o patinho feio das eliminatórias sul-americanas. É uma tristeza, mas estamos longe do Mundial”, conformou-se o jogador do Once Caldas, da Colômbia.

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