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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Esportes

Brasil com sangue azul e sotaque inglês não dá chances a Itália: 2 a 0

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Escalado pelo técnico Dunga com seis jogadores que disputam o Campeonato Italiano e dois que jogam na Liga Inglesa, o Brasil iniciou o ano mostrando um futebol convincente e, sem grandes dificuldades, bateu a Itália, atual campeã mundial, no Emirates Stadium, em Londres: 2 a 0.

Os gols do jogo, ambos belíssimos, foram marcados pelos ex-santistas Elano e Robinho, hoje companheiros de Manchester City, ainda no primeiro tempo do duelo, aos 13 e aos 27 minutos.

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O resultado, além de aumentar o moral do técnico Dunga em um momento importante, serviu para desempatar a história dos confrontos entre as equipes. Agora, o Brasil acumula seis vitórias contra cinco dos italianos, sendo registrados ainda dois empates nas 13 partidas jogadas até hoje.

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O jogo: O time italiano começou a partida melhor arrumado e com maior posse de bola. E poderia ter aberto o placar logo aos três minutos, quando Grosso recebeu lançamento e tocou por cima de Júlio César, mas viu a arbitragem anular seu gol e marcar impedimento.

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Depois do susto, o time de Dunga conseguiu colocar os nervos no lugar e, em linda jogada, levou o Emirates Stadium ao delírio aos 13 minutos. Ronaldinho Gaúcho lançou Elano, que tocou de calcanhar para Robinho, recebeu de volta e, com categoria, tirou do goleiro Buffon: 1 a 0.

O gol fez bem ao Brasil, que passou a mandar na partida diante de um adversário inexplicavelmente assustado. Superior, a equipe ampliou o marcador com um golaço de Robinho, aos 26.

O ex-santista roubou a bola de Pirlo, tirou Zambrotta para dançar e chutou cruzado, sem chances para Buffon: 2 a 0 e tranquilidade total no placar do Emirates Stadium.

Perdendo por 2 a 0, os campeões mundiais passaram a abusar dos cruzamentos para a área, tentando aproveitar a estatura de seus jogadores. Bem postada, a defesa brasileira anulou todas as tentativas sem problemas até o término do primeiro tempo.

Aos gritos de “Brasil, Brasil”, o time de Dunga ainda teve a chance de marcar o terceiro gol antes do intervalo, mas o chute forte, com curva, de Elano, passou raspando o travessão do goleiro Buffon, que apenas torceu pela saída da bola.

Insatisfeito com a produção da Azzurra, Marcelo Lippi mandou a Itália de volta para o segundo tempo com quatro alterações, todas do setor de armação para a frente, na tentativa de ao menos assustar a defesa brasileira.

O rendimento da equipe melhorou e o gol de Júlio César passou a ser mais ameaçado, só não sendo vazado graças ao bom desempenho do setor defensivo, sempre bem postado para efetuar o corte no momento certo.

Quando não fez o corte, o Brasil contou com a sorte. Aos 19 minutos, Luca Toni levou com o braço na dividida com Lúcio e mandou para as redes. O árbitro correu para o centro de campo, mas o auxiliar, atento, apontou a irregularidade e manteve o placar nos 2 a 0.

A partida passou a ficar pegada e a Itália, nervosa, abusou das faltas. O Brasil, que mandou a campo Thiago Silva, Daniel Alves, Josué, Júlio Baptista e Alexandre Pato, seguiu tocando a bola com tranquilidade e esperou o apito final para comemorar a manutenção de uma longa invencibilidade contra o rival. A última derrota da seleção para a Itália foi na Copa do Mundo de 1982.

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