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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Esportes

Ceni promete se aposentar em 2012 se não ganhar mais títulos

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O São Paulo passou os anos de 2009 e 2010 sem nenhuma conquista, e o jejum incomodou o capitão e ídolo da equipe, Rogério Ceni. Tanto que, caso isso se repita nas próximas duas temporadas, o goleiro de 38 anos promete aposentar as luvas e abandonar a carreira de jogador profissional de futebol.

Em entrevista ao diário LANCE!, Ceni afirmou ainda gostar da rotina da profissão, e admitiu que parte de si vai morrer quando chegar a hora de encerrar sua trajetória no Morumbi, seja no final de 2012, ou mais tarde.

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"A princípio, me preparo para estar bem até dezembro de 2012, no fim do meu contrato. Eu não poderia assinar e não cumprir em boas condições, mas vai depender muito do que vamos produzir em 2011 e 2012. Se a gente ganhar, conquistar títulos, acho que me motivo para continuar. Se ver que não consigo mais fazer o time vencedor, talvez seja momento de abrir mão e dar oportunidade para um próximo", argumentou.

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"Acho que grande parte de mim vai morrer junto com o futebol. Tenho convicção disso, por isso não gosto de pensar em parar e tento estender ao máximo, mas chegou um momento da minha vida em que só vou estender se ganhar títulos. Se o São Paulo não voltar a ser vencedor, então chegou a hora de parar", reforçou.

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Ceni tem a receita para voltar ao caminho da vitória e pediu mais competitividade ao time, já que a diretoria fez poucas contratações, trazendo apenas o lateral esquerdo Juan e o meia Rivaldo. O capitão também quer mais movimentação dos jogadores.

"Não podemos jogar com quatro caras parados na frente e outros quatro com a bunda lá atrás. Temos de compactar as linhas, jogar com uma diferença de 30, 40 metros. Temos de ser mais companheiros dentro de campo para ter um conjunto. Se for o mesmo grupo com o mesmo nível de competitividade, não dá", garantiu.

Quando se aposentar, Ceni descartou ser técnico do São Paulo e só admite voltar a trabalhar no clube como presidente, pois quer autonomia para implantar seu modo de pensar. Ele também deixou em aberto a possibilidade de ser diretor de futebol, caso confie muito no seu chefe.

"Se eu achar que há possibilidade de trabalhar no clube, pode ter certeza que só ocuparia o cargo de presidente. Não trabalhar no clube sem autonomia necessária para implantar meu raciocínio. Veja o que aconteceu com o Zico, um cara sério, correto, maior jogador da história do Flamengo. Não conseguiu implantar um trabalho e teve de sair por situações. Se for para errar, quero errar com meu pensamento, o que aprendi na carreira, o que sei ser certo ou errado", explicou.

Com 952 jogos e 96 gols pelo clube, o goleiro prometeu chegar a mil partidas, mas não sabe se conseguirá balançar a rede 100 vezes. De qualquer forma, Ceni tem outras preocupações em mente. "As duas marcas são importantes, mas secundárias. Quero ver quantos títulos ganho antes dos mil jogos", encerrou.

 

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