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sábado, 7 de novembro de 2026
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Esportes

Palmeiras perde para Atlético Mineiro por erros individuais

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Dois jogadores reservas protagonizaram lances que não só impediram que o Palmeiras confirmasse ficar abaixo da projeção de pontos da comissão técnica para o primeiro turno do Brasileiro, mas ‘ressuscitou" um adversário na briga contra o rebaixamento. O time perdeu por 2 a 1 para o Atlético-GO, no Serra Dourada, renovando as esperanças do adversário.

O Verdão tem os mesmos 16 pontos do 17º colocado Bahia e só não está na zona de rebaixamento porque tem uma vitória a mais do que a equipe nordestina. Logo abaixo, em 18º lugar, figura agora o Dragão goiano, que atingiu 15 pontos e pode até terminar a última rodada do turno, no próximo fim de semana, fora da faixa de degola.

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A configuração da tabela teve participação direta de dois reservas do Palmeiras. O zagueiro Román foi improvisado na lateral direita e, nas suas costas, Eron abriu o placar aos 18 minutos. Aos 24, João Vitor aproveitou Eron mal posicionado para cruzar com precisão para Barcos empatar. Mas no segundo tempo Leandro Amaro saiu do banco e errou no gol de Rayllan, que também iniciou o jogo entre os suplentes, mas decidiu aos 34 minutos do segundo tempo.

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Em busca de um segundo turno melhor, embora não tenha mais chances de atingir os 22 pontos almejados nesta primeira metade da competição, o Verdão recebe o Santos em clássico marcado para as 18h30 (de Brasília) deste sábado, no Pacaembu. No dia seguinte, também às 18h30, o Atlético-GO visita o Bahia em Salvador.
Arte GE.Net
O jogo – Luiz Felipe Scolari não teve muitas opções para escalar seu time neste domingo. Foram nove desfalques: Henrique, suspenso, e Marcos Assunção, Márcio Araújo, Artur, Fernandinho, Wesley, Daniel Carvalho, Luan e Maikon Leite vetados pelo departamento médico. Mesmo assim, o técnico surpreendeu em sua escalação.

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Embora o zagueiro Luiz Gustavo já tenha treinado na lateral direita, posição sem alternativa com as dores de Artur e a venda de Cicinho ao Sevilla, outro foi improvisado no setor: Román. Uma escolha que, no primeiro tempo, acabou custando caro ao problema pela dificuldade do paraguaio em se adaptar.

Román, contudo, não foi a única complicação da equipe visitante no Serra Dourada. Com João Vitor e o reestreante Correa como volantes, faltou entrosamento e posicionamento correto à frente da área. Desta forma, o Atlético-GO, que se caracteriza por fazer pressão em casa com toques rápidos, achava espaço até para Ricardo Bueno, criticado no Palmeiras, arriscar.

O desentrosamento ficou ainda mais claro aos 11 minutos, quando Correa, que treinou com o grupo só três dias antes de atuar neste domingo, foi o único a não sair no momento certo para deixar os atleticanos impedidos e o gol não saiu apenas porque Patric, desequilibrado, facilitou o trabalho de Bruno.

Mas outro desajuste foi fatal. Aos 16 minutos, Román esqueceu de cobrir a passagem de Eron e, como Maurício Ramos estava adiantado demais, o lateral esquerdo recebeu com liberdade na grande área para dominar com a canhota e bater de direita, sem chances para Bruno evitar a abertura do placar.

O gol adversário acordou o Palmeiras, que passou a procurar mais Valdivia e, tocando mais a bola, ocupar o campo de defesa do Dragão. E acabou empatando da mesma forma pela qual sofreu o gol: João Vitor avançou como lateral, nas costas de Eron, e teve liberdade para colocar a bola na cabeça de Barcos e, de lá, para as redes, aos 24 minutos.

A diferença dos gols é que ver suas redes balançadas não mudou a postura do Atlético-GO, que já não tocava mais a bola de em pé e raramente assustava. E também não conseguia ajustar a marcação. Principalmente nas costas de Marcos, o Verdão pressionava e Mazinho não fez o segundo, aos 35 minutos, devido à grande defesa de Márcio.

O clube paulista começou o segundo tempo atuando com ainda mais constância no campo adversário, mas, aos 12 minutos, Valdivia saiu de maca – de acordo com a comissão técnica, sua substituição estava prevista. Nos minutos seguintes, a entrada de Obina em seu lugar pareceu ser melhor, já que o atacante logo teve duas grandes chances bem defendidas por Márcio.

Mas, na sequência da partida, o Verdão perdeu posse de bola sem o seu camisa 10 em campo. E o Atlético-GO até mexeu no seu setor ofensivo para aproveitar a mudança de panorama.

Foi quando duas alterações mudaram a história do confronto: Thiago Heleno saiu mancando para a entrada de Leandro Amaro e o meia Rayllan substituiu o atacante Ricardo Bueno. Aos 34 minutos, Leandro Amaro falhou e Patric, com liberdade, tocou para Rayllan, desmarcado, um minuto após sua entrada, definir a vitória goiana.

Sem organização, mais na vontade e disposição, além de lances de qualidade de Barcos, o Palmeiras pressionou em vão. O empenho serviu somente para Eron deixar o jogo como herói do Atlético-GO ao se impor sempre com sucesso à frente de Obina.

 

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