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domingo, 8 de novembro de 2026
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Esportes

Argentina goleia Alemanha por 4 a 2 e vinga vice-campeonato mundial

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Se há pouco menos de dois meses os brasileiros lamentaram o maior vexame da Seleção em Copas do Mundo, ao ver a equipe sendo goleada por 7 a 1 pela Alemanha em pleno Maracanã, nesta quarta-feira puderam vibrar ao assistirem os tetracampeões sofrerem do mesmo mal. Em Dusseldorf, os arquirrivais argentinos superaram os alemães por 4 a 2 e coroaram a estreia de Tata Martino com um resultado elástico, vingando a derrota sofrida na prorrogação da final do Mundial.

Na ausência de Lionel Messi, maior expoente do elenco, o meio-campista Ángel Di María assumiu o protagonismo. Maior venda da história do Real Madrid, o camisa 7 contribuiu para a vitória com três assistências, além de ter marcado um gol e dado dinâmica ao meio de campo portenho, povoado de forma proposital pelo treinador.

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Homem de confiança de Martino no Barcelona, Mascherano foi escalado como primeiro volante, para dar mais consistência ao setor defensivo, atuando na frente da linha de zaga. Com o capitão na meia cancha, a saída de bola da equipe ganhou em qualidade e, de maneira surpreendente, a Argentina comandou o meio de campo, setor prioritariamente dominado pelos alemães, que costumam fazer do toque de bola sua maior arma.

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O jogo – mesmo jogando longe da torcida apaixonada, e tendo que suportar a pressão dos alemães, os argentinos não se acuaram em nenhum momento da partida e procuraram jogar visando o gol adversário desde o apito inicial. Escalada no esquema 4-5-1, a Argentina povoou o meio campo, impedindo que os alemães dominassem essa faixa do gramado e protagonizassem as principais jogadas ofensivas.

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Já na primeira partida de Tata Martino à frente da equipe, foi possível perceber algumas mudanças no estilo de jogo portenho. Forçada a se superar por conta da ausência de Messi, principal expoente do time, a seleção argentina apostou na troca de passes para organizar as jogadas. Relembrando os tempos de Barcelona, Tata escalou Mascherano à frente da zaga, para dar maior consistência ao setor defensivo e melhorar a qualidade do passe no meio de campo.

Com cinco atletas na faixa central do campo, os visitantes procuraram pressionar a saída de bola dos alemães no campo de ataque, obrigando que uma seleção acostumada à troca de passes recorresse ao ‘chutão’ para amenizar a pressão. Sem espaço para criar, os alemães poupavam esforços e tocavam a bola no campo de defesa, apostando em lançamentos longos.

Em um destes lançamentos, feito por Marco Reus, Mario Gomez ficou frente a frente com Romero, mas o goleiro argentino levou a melhor e evitou que os donos da casa abrissem o placar. O centroavante, que aposta na aposentadoria de Klose para voltar a integrar o elenco alemão, teve três oportunidades de marcar, mas não conseguiu ter êxito em nenhuma delas, fazendo a torcida perder a paciência.

Aos 19 jogados da primeira etapa, a Argentina chegou e, definitivamente, assustou Neuer pela primeira vez. Di María dominou pela esquerda e acertou um lindo cruzamento de trivela em direção à área. Esperto, Aguero se movimentou entre os zagueiros e apareceu livre para finalizar no alto e abrir o placar.

Atrás do marcador, os alemães se lançaram ao ataque para tirar a desvantagem. Jogando no erro do adversário, os tetracampeões só não igualaram ao marcador graças as importantes intervenções de Romero, que evitou ao menos dois gols dos donos da casa.

A cinco minutos do fim, os alemães vacilaram na marcação e viram o adversário aumentar a vantagem. Di María recebeu belo lançamento de Zabaleta pela direita, abusou da velocidade e cruzou para trás. Convocado pela primeira vez para defender a seleção, Lamela concluiu de primeira, no ângulo de Neuer, marcando um golaço. 2 a 0 Argentina antes do intervalo!

Nos primeiros minutos da etapa final, logo após a volta do intervalo, os argentinos ampliaram o placar. Aos dois minutos, Di María apareceu novamente. O camisa 7 cruzou na área e a bola encontrou Federico Fernández. O defensor subiu mais que a zaga alemã e testou para o fundo das redes.

Possivelmente, o apagão que sofreu o Brasil na derrota por 7 a 1 para os alemães, abateu-se também sobre os atuais campeões mundiais, que viram o adversário transformar o placar em goleada dois minutos mais tarde. Após linda triangulação pela direita, Di María imprimiu velocidade, invadiu a área e superou o goleiro Weidenfeller com uma linda cavadinha, esbanjando categoria.

Os alemães diminuíram no lance seguinte. Após cobrança de escanteio, Schurrle precisou de duas tentativas para balançar as redes. Após finalizar e obrigar Romero a espalmar no reflexo, o atacante conferiu o rebote chutando rasteiro para marcar o primeiro tento alemão na partida. Em desvantagem no placar, Joachim Löw abriu mão de preciosismos e lançou dois de seus titulares a campo: Müller e Gotze substituíram Schurrle e Mario Gomez, respectivamente.

Autor do gol na prorrogação que deu o título à Alemanha, o jovem Mario Gotze deixou sua marca. Após sair do banco de reservas, o camisa 19 aumentou o poder de fogo da equipe e, ao lado de Marco Reus, criou mais perigo. Aos 31 jogados da etapa final, Gotze aproveitou a sobra, chutou da entrada da área e contou com um desvio do zagueiro para marcar o segundo gol dos donos da casa.

O que parecia o início de uma reação, não passou de uma ameaça. Com a vitória já encaminhada, logo em sua estreia, Tata Martino preferiu reforçar o setor defensivo, tirando um meia atacante e colocando um volante de contenção. Com o meio de campo povoado, a Argentina conseguiu segurar o ímpeto ofensivo dos atuais campeões mundiais e, com segurança no toque de bola, manter a superioridade – refletida pelo resultado elástico – até o fim da partida.

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