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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia faz operação Arcana em Mato Grosso e apreende R$ 240 mil

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A Polícia Civil cumpriu, hoje, na Operação Arcana quatro mandados de busca e apreensão contra membros de uma facção criminosa envolvida com lavagem de capitais provenientes de atividades do tráfico de drogas em Rondonópolis e o principal investigado é “um integrante de uma facção criminosa suspeito de tentar exercer influência e controle territorial” em um bairro.

A polícia informa que ” a investigação apura, entre outros fatos, a utilização recorrente de dinheiro em espécie, de contas bancárias de terceiros e de outras pessoas para dificultar a identificação da origem e da propriedade de bens e valores. Até o momento, já foram apreendidos R$ 240 mil em espécie, sendo R$ 150 mil no momento em que o investigado realizava um saque em uma agência bancária, e o restante em sua residência”. Os mandados são para apreender aparelhos celulares, documentos, contratos, comprovantes de pagamentos, registros financeiros, valores em espécie e outros elementos de prova que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

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A Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) aprofundam as investigações sobre a atuação dos membros do grupo criminoso e as ordens judiciais são cumpridas também em Cuiabá, com o apoio operacional da equipe da Delegacia Regional de Rondonópolis.

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A partir das diligências, os policiais identificaram elementos que indicariam uma incompatibilidade entre a ausência de renda lícita conhecida do principal suspeito e o padrão de vida dele e família. Entre os veículos, foi identificada uma caminhonete avaliada em aproximadamente R$ 270 mil, registrada em nome de terceiro. Posteriormente, o investigado passou a utilizar outra caminhonete, com valor de R$ 475 mil, também registrada em nome de outra pessoa.

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A Polícia Civil também informa que “as investigações apontaram ainda o uso recorrente de dinheiro em espécie para o pagamento de despesas e aquisição de bens. Em algumas situações, valores em dinheiro eram entregues a terceiros, que posteriormente realizavam transferências via Pix”. “As investigações apontam também o uso de outras pessoas para ocultar a propriedade de bens. Além dos veículos registrados em nome de terceiros, a investigação identificou um imóvel em Rondonópolis formalmente vinculado a uma familiar do principal investigado, mas sobre o qual ele aparentava exercer domínio, inclusive com acesso a câmeras de segurança e demais sistemas da residência”.

O nome da operação, Arcana, faz referência ao significado de algo secreto, oculto ou misterioso, em alusão à forma como o principal investigado, segundo os elementos reunidos no inquérito, movimentaria os recursos financeiros, priorizando o uso de dinheiro em espécie para evitar registros que permitissem o rastreamento das movimentações, conclui a assessoria.

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