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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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UFMT e INPA discutem acordo para instalar torre de pesquisa sobre microclima em Sinop

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Representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) discutiram, em reunião no campus Sinop, ontem, a elaboração de acordo de cooperação para instalar núcleo avançado do instituto, no campus, e a construção de uma nova torre micrometeorológica para monitorar o microclima da região amazônica.

Professores encaminharão documento ao governo do Estado e, posteriormente, ao ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e, segundo o professor do Instituto de Física da UFMT campus Cuiabá, Marcelo Sacardi Biudes, a reunião buscou alinhar a cooperação institucional e definir os próximos passos para a implantação da torre e do núcleo em Sinop.

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A iniciativa se insere no âmbito do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA, na sigla em inglês), programa de pesquisa que reúne diversas instituições nacionais e internacionais. A UFMT participa do LBA desde 1998, quando foi instalada. Essa estrutura operou entre 1999 e 2008, mas foi perdida após a queda da torre e, posteriormente, o alagamento da região por conta da usina.

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Com a construção da nova torre, em outro local, a UFMT e o INPA pretendem retomar e atualizar as séries de dados sobre o microclima da Amazônia na região de Sinop, contribuindo para estudos sobre clima, uso do solo, vegetação e impactos ambientais. “É importante instalar uma nova torre em um outro local para começar um novo experimento de monitoramento do microclima daquele local”, explicou o professor.

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A proposta envolve pesquisadores de Sinop e de outros câmpus, além de cientistas vinculados ao INPA e demais instituições associadas ao LBA. A nova estrutura deve integrar a rede de torres do experimento, fortalecendo a produção de conhecimento científico sobre a Amazônia e ampliando oportunidades de pesquisa para alunos de graduação e pós-graduação.

Além da torre, o acordo de cooperação prevê a instalação de um núcleo avançado do INPA no Campus Sinop, com potencial para abrigar projetos em andamento na universidade, como o Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e outras linhas de pesquisa em física ambiental, climatologia e áreas afins, beneficiando diretamente estudantes, professores e técnicos-administrativos que poderão atuar em pesquisas de campo, iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso e projetos de pós-graduação vinculados ao LBA e ao INPA.

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