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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Esportes

Marta evita projetar as Olimpíadas de 2020 e reclama da arbitragem

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Marta estava irritada ao deixar o estádio de Itaquera na tarde desta sexta-feira, após a Seleção Brasileira ser derrotada por 2 a 1 pelo Canadá e encerrar a sua participação nos Jogos Olímpicos na quarta colocação. A grande estrela da equipe, que havia se emocionado no gramado, chegou a chiar por ouvir pedidos para conceder mais entrevistas: “Já não tem mais assunto”.

O assunto óbvio era o futuro de Marta na Seleção Brasileira. Aos 30 anos, a melhor jogadora do mundo em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010 poderá não estar mais na equipe nacional nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

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“Está muito cedo para pensar, com tudo embaralhado na minha cabeça. Tenho dois, três dias de folga agora e já vou voltar ao meu clube na Suécia (o Rosengard), para disputar uma final. É muito complicado. A gente não tem tempo para lamentar nem para imaginar como será daqui a quatro anos. Vamos viver um dia de cada vez. Prefiro deixar as coisas acontecerem, o tempo passar. Aí, teremos a resposta”, comentou Marta.

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O que embaralha os pensamentos da jogadora é a frustração. A Seleção Brasileira feminina encantou os torcedores durante os Jogos Olímpicos, com direito a gritos de “Marta” nas partidas da equipe nacional masculina, porém caiu de rendimento no torneio. Acumulou três empates por 0 a 0 consecutivos, com África do Sul, Austrália e Suécia, e acabou batida pelas canadenses na disputa pela medalha de bronze.

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“Poderíamos ter um resultado mais positivo, mas futebol é assim. Acontecem algumas injustiças”, lastimou Marta, sem levar em consideração a piora do ataque brasileiro nos Jogos. “Isso é normal. Todas as equipes que enfrentamos estavam com a tática de se fechar na defesa e sair nos contra-ataques. Contra o Canadá, voltamos a marcar um gol, mas erramos lá atrás, o que não costuma acontecer, e elas aproveitaram”, disse.

Marta apontou outros motivos para o sucesso canadense diante da Seleção Brasileira. Embora não tenha sentido diferença física para as adversárias – o time de Vadão disputou duas prorrogações nos seus últimos compromissos –, ela lamentou o abalo emocional provocado pela derrota nos pênaltis para a Suécia e chiou da árbitra romena Teodora Albon.

“É um absurdo um jogo desses, parado da forma que foi. A goleira pegava na bola e ficava ali um ou dois minutos. Elas sofriam faltas e faziam a mesma coisa. A gente só teve três minutos de acréscimo. Isso é um absurdo. Mas não foi a primeira vez, e precisamos saber lidar com esse tipo de situação”, reclamou Marta.

Muito mais emocionada do que Marta, chorando copiosamente, a experiente meio-campista Formiga chegou a se desculpar pelo insucesso nos Jogos Olímpicos. A jogadora de 38 anos deverá se aposentar em breve e dedicar-se aos estudos para virar treinadora.

“Somos, sim, heroínas, porque lutamos muito. Dou parabéns a todas. Só agradeço ao Brasil e, ao mesmo tempo, peço desculpas”, disse Formiga, também cobrando mais apoio ao futebol feminino brasileiro.

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