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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Operação mira criminosos por tortura a adolescente com choques elétricos em MT

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A Polícia Civil deflagrou, há pouco, a Operação Proditio, para o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, três mandados de internação provisória, sete mandados de busca e apreensão e sete mandados de quebra de sigilo de dados telemáticos contra a célula de uma organização criminosa envolvida nos crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver de uma adolescente de 16 anos, ocorridos no mês de outubro do ano passado, em Araputanga (338 km de Cuiabá).

Segundo a polícia, entre os alvos estão integrantes com funções específicas dentro do grupo, responsáveis por coordenar as atividades criminosas e aplicar as “leis” da facção na região. O homicídio vitimou uma adolescente que foi atraída para uma residência no bairro Jardim Village e submetida a um “salve”, um tribunal do crime pelo grupo criminoso, que decretou a morte dela.

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Durante horas, a jovem sofreu torturas sistemáticas, incluindo agressões físicas com socos e chutes, afogamento em caixa-d’água, choques elétricos aplicados com ventilador adaptado e, posteriormente, foi estrangulada com um lençol. Os investigadores apuraram que o crime foi registrado em vídeo, gravado durante videochamadas com outros membros da organização, demonstrando a frieza e a organização do grupo criminoso. O corpo da vítima foi encontrado dois dias depois, nas margens do Rio Bugres.

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O laudo necroscópico confirmou a morte por asfixia mecânica decorrente de estrangulamento, além de identificar lesões compatíveis com violência sexual e tortura. A perícia constatou ainda sinais de defesa e múltiplos hematomas pelo corpo.

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As investigações conduzidas pela Delegacia de Araputanga apontaram que o crime foi coordenado por lideranças locais da facção, que determinaram a execução da adolescente como forma de punição e exemplo para outros integrantes.

Segundo o delegado de Araputanga, Cleber Emanuel Neves, a deflagração da operação representa um grande golpe na estrutura criminosa do município, desarticulando a atuação coordenada dos integrantes, que ocupavam posições de comando interno e promoviam “salves” com requintes de crueldade. “Todas as provas colhidas evidenciam a necessidade de medidas cautelares severas para desarticular essa célula criminosa e impedir a reiteração dos crimes no município e na região, visando não apenas responsabilizar os autores do homicídio qualificado, mas também desmantelar a hierarquia local da facção criminosa”, afirmou o delegado, através da assessoria.

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