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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Educação

Sintep ameaça greve no início do ano letivo se governo não der aumento

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Professores ameaçam fazer greve caso não haja reajuste salarial. O fato pode atrasar o começo do ano letivo marcado para segunda-feira (8). A categoria quer que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) cumpra o acordo firmado em maio do ano passado, no qual o salário base da categoria passaria para R$ 1.132 no começo de 2010. Atualmente, o valor pago é R$ 1.050 e segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, basta o Estado investir o percentual exigido por lei na Educação para conseguir pagar o reajuste.

Ele alega que entre os anos de 2004 e 2010, cerca de R$ 300 milhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) deixaram de ser aplicados no setor. O valor representa 25% do montante e o Sintep quer que 60% da quantia seja destina ao pagamento dos profissionais.

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No ano de 2004, o Sintep entrou na Justiça com uma Ação Civil Pública, exigindo a aplicação do percentual legal no setor. A categoria ganhou em primeira instância em dezembro do ano passado, mas o Estado recorreu da decisão e ainda não há data para o novo julgamento.

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Os professores já protocolaram um pedido de reunião com o secretário Ságuas de Moraes, mas ainda não tiveram resposta. Eles querem que as contas do órgão sejam apresentadas, bem como uma resposta sobre as solicitações dos profissionais.

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Outro ponto que está na pauta de reivindicações é a infraestrutura das instituições, bem como a quantidade de funcionários de apoio, como servidores da limpeza. Em outubro do ano passado, uma portaria reduziu a quantidade de merendeiras, coordenadores e faxineiras nas escolas. Os dois primeiros tiveram a quantidade revista, mas o número de pessoas na limpeza não.

O presidente relata que algumas escolas estão com apenas 1 funcionário para limpar um prédio com 300 alunos. Ele lembra que além das salas de aula, o servidor precisa trabalhar na manutenção do pátio e áreas de lazer.

Os professores do Estado estão reunidos nos municípios, fazendo o Conselho de Representantes. No encontro, a greve é discutida e a votação do indicativo será na segunda-feira (8), em uma assembleia, realizada na Escola Presidente Médici.

O Sintep quer também um compromisso da Seduc em contratar os servidores assim que saia o resultado do concurso público que teve a primeira fase realizada domingo. Mais de 50% dos trabalhadores da educação estão com contratos temporários, o que é precário de acordo com o presidente.

Ele assegura que os professores chegam a trabalhar 10 horas a mais que um concursado para ganhar o mesmo valor. No caso das funções de apoio, a situação é pior, porque eles têm direito apenas a 13º e férias proporcional. Vale lembrar que os contratos começam em fevereiro e acabam em dezembro.

Outro lado – O secretário de Educação do Estado, Ságuas de Moraes, diz que será marcada uma reunião com a categoria até quinta-feira (4). Ele alega que o reajuste será discutido em maio, que é a data base da categoria. No ano passado, o aumento aconteceu no mesmo período.

 

Quanto à aplicação do recurso do Imposto de Renda Retido na Fonte, o secretário explica que está em negociação com a governador, Blairo Maggi. Ele acredita que, provavelmente, o dinheiro será repassado para o setor este ano.

 

Em 2009, o dinheiro não foi aplicado, segundo Ságuas de Moraes, devido a crise econômica.

 

 

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