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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Educação

Sintep decide hoje se greve acaba; Ságuas reitera corte do ponto

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O servidores da Educação estadual fazem, hoje, às 14h, na capital, uma assembleia geral para definir os próximos passos da greve, iniciada há 53 dias. O secretário da pasta, Ságuas Moraes declarou, ao Só Notícias, que se o movimento continuar a obrigação do Estado é garantir o direito dos estudantes. “Se tiver que tomar medidas drásticas será feito, como o corte de ponto. A greve passa para outra fase agora. Porque além de negociar com os professores, temos que negociar com os estudantes. Se o movimento tem dificuldade de voltar, os estudantes têm direitos”.

Ságuas destacou que não há mais possibilidades de negociação. Caso contrário, compromete o orçamento do governo. “Ainda tem o custeio de manutenção da estrutura das escolas. Se voltarem a atividade dá para recuperar o ano letivo até fevereiro. Nós fazemos um apelo para que eles voltem”, expôs.

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De outro lado o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) aguarda uma nova proposta, antes da assembleia geral. O presidente, Henrique Lopes disse que somente assim poderá defender o fim da greve.

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De acordo com o diretor regional do Sintep, Valdeir Pereira, algumas assembleias foram feitas nos municípios durante esta semana. “Pelo que tem se discutido, em Sinop e outras cidades, a greve deve continuar por tempo indeterminado”, disse, ao Só Notícias.

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A categoria, conforme Só Notícias já informou, iniciou o movimento para reivindicar reajuste salarial de 10,41%; política que vise dobrar o poder de compra dos educadores em até sete anos; realização imediata de concurso público; chamamento dos classificados do último concurso; garantia da hora-atividade para interinos; melhoria na infraestrutura das escolas; aplicação dos 35% dos recursos na educação como prevê a Constituição Estadual; autonomia da Seduc nos recursos devidos na área.

Os profissionais querem reajuste salarial para este ano. Porém, o governo propôs 5% acima da inflação a partir do ano que vem, seguido de 6% em maio de 2015, e até 2016, 7,96%.

Em Mato Grosso, são 744 escolas e mais de 400 mil alunos.

 

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