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domingo, 8 de novembro de 2026
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Educação

Procuradoria emite parecer e diz que greve dos professores em Sinop foi legal

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A Procuradoria-Geral emitiu parecer apontando que a greve dos profissionais da educação, deflagrada em julho e que durou mais de 40 dias, foi legal. A análise do órgão foi enviada ao desembargador Guiomar Borges e anexada ao processo, mas ainda não tem data para ser julgada pelo pleno do Tribunal de Justiça. A primeira decisão do desembargador foi proferida no final de agosto, na qual ele deu prazo de 72 horas para os servidores voltarem as atividades.

Em seu parecer, a procuradoria também entendeu pela legalidade dos “descontos em razão dos dias não trabalhados pela adesão à greve, ressalvada a possibilidade de acordo para compensação dos dias de paralisação”.

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Entretanto, o diretor regional do Sindicatos dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep), Valdeir Pereira, disse, ao Só Notícias, que “nunca houve possibilidade de acordo para ressarcimento dos dias paralisados”.

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“Ainda brigamos para receber aqueles dias descontados nos meses de julho e agosto. Porém, queremos que a ação, como um todo, seja julgada logo. Se foi ou não ilegal. Até porque o desembargador, em sua decisão monocrática, jamais disse que a greve era ilegal, apesar de que muitas pessoas interpretaram desta forma. Agora temos que aguardar, porque geralmente, o pleno do tribunal costuma acolher o parecer da procuradoria, esperamos que seja assim desta vez”.

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Valdeir também acusou a prefeitura de enganar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Isto porque o secretário Municipal de Administração, Nevaldir Graf, o “Ticha”, enviou um ofício ao tribunal no qual afirmava que “os servidores que retornaram as atividades tiveram o pagamento normal dos 30 dias trabalhados em agosto, além dos 11 dias de julho em que estiveram em greve”. Questionado, Ticha disse que o equívoco aconteceu por uma “falha de comunicação” entre as secretarias. Contudo, para Valdeir, o ato “foi intencional”.

“Isto foi uma forma de induzir o tribunal ao erro, uma vez que este documento foi enviado dois dias antes que o recurso contra a declaração de ilegalidade de greve fosse julgado. O recurso foi julgado desprovido por conta disso. A prefeitura mentiu descaradamente”.

O diretor fez uma solicitação no portal da transparência da prefeitura, para ter acesso ao ofício que a secretaria afirma ter reenviado ao tribunal, desta vez, com as informações corretas. Há nove dias, o pedido está “em andamento”.

Os profissionais cobraram, durante a greve, a equiparação salarial com os estaduais (de R$ 1,6 mil para R$ 1,7 mil) e redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais.

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