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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Mato Grosso teve 27 feminicídios no primeiro semestre; 100% dos autores identificados

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Dados da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher apontam que 27 casos de feminicídios registrados no primeiro semestre (janeiro a junho) deste ano em Mato Grosso, sendo que 25 deles já tiveram o inquérito concluído, representando 93% do total de casos. Outros dois ainda continuam abertos para conclusão.

A Polícia Civil informou que identificou 100% de todos os autores de casos de feminicídio, com a dinâmica dos crimes. Segundo o relatório da coordenadoria, 85% dos feminicídios foram motivados por violência doméstica e 15% por sexismo ou menosprezo às mulheres.

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Um dos casos de feminicídio é o de Adriana Costa da Silva, de 33 anos, morta a pauladas na frente do próprio filho de 8 anos. O crime ocorreu em Sinop, em maio deste ano. O suspeito já foi identificado, mas está atualmente foragido.

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Um dos casos emblemáticos de menosprezo às mulheres é o de Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, que estava grávida de nove meses e foi brutalmente assassinada em março deste ano, em Cuiabá. A adolescente foi morta por uma mulher, que simulou uma gravidez por meses, para roubar o bebê da vítima. O feto foi retirado do ventre depois do assassinato.

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O caso, que foi tratado inicialmente como um crime de homicídio, foi reclassificado para feminicídio por conta do evidente menosprezo da ré em relação à condição de mulher da vítima. Ela será julgada pelo Tribunal do Júri, conforme decisão da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.

Outro registro é o da universitária Yasmin Farias Cardoso, morta a facadas pelo ex-namorado, em Rondonópolis, em março deste ano. A vítima percebeu o comportamento controlador do suspeito, que passou a persegui-la por não aceitar o término do relacionamento. Ela tinha medidas protetivas contra o agressor, que foi indiciado e responde pelo crime na Justiça.

A polícia informou que apenas 4 das 27 vítimas tinham registrado boletins de ocorrência contra seus agressores, e apenas 2 tinham medidas protetivas. Os dados da coordenadoria apontam que 78% dos feminicídios ocorreram dentro de casa e que, em 77%, foram usadas armas brancas ou de fogo como meio de matá-las.

Cerca de 70% dos casos de feminicídios solucionados pela Polícia Civil, neste primeiro semestre, já tiveram denúncias oferecidas pelo Ministério Público. Outros três casos aguardam o oferecimento de denúncias por parte dos promotores do Ministério Público, e outros três foram encerrados com a extinção da punibilidade devido à morte do autor.

O crime de feminicídio tem uma das penas de prisão mais altas do Código Penal, após mudanças na lei aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pela União, passando de 20 para 40 anos.

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