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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Operação conjunta apreende milhares de roupas falsificadas em outlets em Mato Grosso

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A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), além de fiscais do Procon estadual e municipal e servidores da secretaria de Ordem Pública, deflagrou, hoje, a Operação Marca Registrada, para combater a venda de roupas de grife falsificadas em outlets em Cuiabá e Várzea Grande. As investigações identificaram que grandes outlets da região metropolitana vinham comercializando camisas, calças, calçados e acessórios falsificados de marcas conhecidas no Brasil e no exterior, vendidos por valores muito abaixo do mercado.

“O crescimento desenfreado desses comércios ilegais tem causado sérios prejuízos a quem trabalha de forma honesta. Empresários que investem em fábricas, lojas e empregos formais acabam sendo sufocados pela concorrência desleal da pirataria, que não cria postos de trabalho e ainda alimenta o contrabando, o descaminho e até mesmo facções criminosas”, afirmou o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon.

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Segundo a polícia, alguns desses produtos chegam a Cuiabá e Várzea Grande vindos de polos como a rua 25 de Março, em São Paulo, onde mercadorias contrafeitas entram ilegalmente no país sem qualquer controle e sem o pagamento de tributos.

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Conforme o Fórum Nacional Contra a Pirataria, no ano passado, o Brasil perdeu R$ 468 bilhões com contrabando, falsificações e pirataria. Só o setor de vestuário, o mais atingido, registrou prejuízo de mais de R$ 87 bilhões. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com Fiesp e Firjan, revelou que, em 2023, cerca de 370 mil empregos formais deixaram de existir por causa da pirataria, sendo 64 mil apenas no setor de roupas e calçados, acrescentou a Polícai Civil.

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“São milhares de famílias que poderiam ter renda e dignidade, mas acabam perdendo seus empregos e espaço para o comércio ilegal, que gera esses postos de trabalho e renda em outros países”, disse o delegado.

Os produtos passarão por perícia e, após decisão judicial, serão destinados a famílias carentes, instituições de acolhimento de idosos e centros de convivência de todo o Mato Grosso.

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