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domingo, 8 de novembro de 2026
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Economia

ANTT deve enviar estudos da ferrovia Sinop-Miritituba ao TCU este ano e prevê leilão em 2026

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O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Geraldo Sampaio, confirmou hoje que a autarquia deve enviar, ainda este ano, os estudos complementares da ferrovia Sinop-Miritituba, a “Ferrogrão”, para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, isso deve ocorrer entre outubro e novembro deste ano. O passo seguinte é aguardar a análise da corte, para posterior publicação do edital da ferrovia.

“Os pontos mais sensíveis do projeto foram dirimidos. Nossa expectativa é mandar esse material no último trimestre ao TCU e ter a realização do leilão no ano que vem”, disse Geraldo, em evento sobre o setor ferroviário, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), em Brasília.

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A análise do TCU é a última etapa antes da publicação do edital. Caso, a Corte dê aval, o leilão para implantação da ferrovia poderá ser lançado. Em julho, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a Ferrogrão é um “bom projeto” e estará incluída no Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), mas que dependerá, possivelmente, de aportes públicos para sair do papel.

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“É um projeto que provavelmente precisará de um aporte público para ficar de pé. Mas pelo crescimento da produtividade do Brasil Central e expansão de áreas, troca de pecuária por grãos, a gente tem certamente necessidade de mais infraestrutura para escoar a produção. E a Ferrogrão é um projeto estratégico e estará elencado no PNL”, garantiu.

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Renan, no entanto, ponderou que viabilidade da ferrovia depende da superação de impasses judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF). “O problema é a discussão no Supremo acerca da MP [Medida Provisória] editada no governo Michel Temer. O projeto precisa passar essa fase, que não depende do Ministério dos Transportes”, disse Renan Filho. O ministro reforçou que o governo federal defende a ferrovia, incluída no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas ponderou que há questões ambientais e indígenas a serem resolvidas na ação que está sendo discutida no STF.

A Ferrogrão, com 933 quilômetros de extensão, está orçada em US$ 3,54 bilhões (R$ 20,07 bilhões) e poderia ir a leilão em julho de 2026, conforme anunciado pelo ministro em maio deste ano durante roadshow em Nova York. O projeto visa reduzir em mais de 20% o custo do frete de grãos do Mato Grosso, escoando a produção pelo porto de Miritituba, no Pará, em vez de depender da BR-163 ou de rotas mais longas para os portos do Sul e Sudeste.

No entanto, o projeto enfrenta obstáculos desde 2022, quando o PSOL ingressou com uma ação no STF questionando o traçado e os impactos ambientais no Parque Nacional do Jamanxim (PA), além da proximidade com seis terras indígenas. Em maio de 2024, o STF determinou novos estudos, já concluídos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e enviados à corte.

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