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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Saúde

Programa de prevenção à AIDS de Sinop atende mais de 200 pacientes

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O SAE (Serviço de Atendimento Especializado) para portadores e doentes do vírus HIV já atende a 239 pacientes de Sinop e região, sendo 102 de Sinop e 137 de 25 municípios do Norte de Mato Grosso, entre eles dois do Pará (Novo Progresso e Castelos de Sonhos). O programa municipal de prevenção à DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e Aids (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida – SIDA) acompanha aquelas pessoas que são portadoras do vírus e aquelas que já têm a doença manifestada. “No SAE temos psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e médicos, que fazem a coleta gratuita para detecção da doença bem como todos os exames necessários para o controle. Sinop é o único município do Nortão que dispensa o antiretroviral, para o controle do vírus”, disse ao Só Notícias, a enfermeira responsável pelo programa, Susi Kinoshita.

O antiretroviral, também conhecido como Coquetel, é, ainda, distribuído em Rondonópolis e Cuiabá e serve para conter a multiplicação do vírus nas células do doente. Além desse controle o SAE trabalha com palestras e reuniões que ajudam o doente a aceitar sua situação. “É muito importante ressaltar que quando as pessoas sexualmente ativas têm algum tipo de DST elas têm 18 vezes mais chances de contrair o vírus HIV. Por isso, se existe corrimento, coceira, dor ao urinar ou feridas nas genitálias o paciente tem que procurar um médico e fazer o tratamento correto da doença”, salientou Susi.

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O tempo para que o portador do vírus HIV passe a ser um aidético ou venha à óbito, varia muito de pessoa para pessoa, tudo depende da qualidade de vida que cada um leva e da capacidade do seu sistema imunológico. Uma alimentação correta e bem controlada é uma das ações mais importantes dentro do tratamento. “O portador de HIV tem que se comportar como o portador de qualquer outra doença, é fato comprovado que uma qualidade de vida saudável é o primeiro caminho para o combate à qualquer doença”, ressaltou.

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O SAE também orienta as mães aidéticas sobre o risco de contaminação do bebê. “Hoje um grande número de crianças filhas de mães doentes nascem sem o vírus, porque durante a gestação é feito um trabalho de profilaxia com medicamentos que diminuem o risco dessa contaminação”, completou. E faz, continuamente, o combate ao preconceito. “Não parece mas hoje existe muito preconceito quanto aos doentes. A população tem que ter consciência de que a doença tem um quadro de transmissão muito restrito. É só através do sangue, mucosa genital ou amamentação. A Aids não se passa pelo abraço, beijo, aperto de mão ou se sentar no mesmo lugar de um portador”, finalizou.

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