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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Saúde

Mato Grosso tem 4.200 doadores de medula óssea

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O Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão responsável pelo serviço de Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome), atesta que Mato Grosso possui cinco doadores compatíveis inseridos no cadastro internacional, nacional e estadual.

Segundo a assistente social do MT – Hemocentro, Heloíse Angélica Amorim Dias, desde a sua implantação, em fevereiro de 2005, o Redome de Mato Grosso possui em seu cadastro 4.200 possíveis doadores. ” No primeiro ano de funcionamento foram cadastrados 757 pessoas. Em 2006 foram cadastrados outros 643 possíveis doadores. E, neste ano de 2007, já conseguimos registrar 2.800 doadores”, informou.

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Heloíse explicou que Mato Grosso vem crescendo no seu cadastro de doadores. “A probabilidade de se achar um doador compatível dentro do Brasil é de um para cada cem mil cadastrados. Por isso é necessário sensibilizarmos a população para ser um doador diante da probabilidade de compatibilidade”.

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Três doadores compatíveis foram cadastrados na sede do MT-Hemocentro, um doador compatível foi localizado em campanha de cadastramento realizada em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e outro localizado durante campanha de cadastramento no município de Tangará da Serra (região Médio Norte do Estado).”Esses doadores salvaram vidas.O que é gratificante”.

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O Redome tem como principal objetivo cadastrar doadores voluntários de medula óssea reunindo informações como nome, endereço, resultados de exames e características genéticas de pessoas que se dispõem a doar a medula para transplante.

De acordo com a assistente social, a estratégia que vem sendo utilizada para cada vez mais aumentar o Cadastro de Doadores de Medula Óssea é a de campanhas de sensibilização de toda população. “A cada ano, podemos perceber uma melhora significativa. Estamos começando a colher os frutos. É um trabalho de formiguinha, mudar a opinião das pessoas com relação a transplantes leva algum tempo”, comentou Heloíse Dias.

As atividades de conscientização vêm sendo realizadas em parceria com universidades, organizações e entidades públicas e privadas tanto na capital quanto nos municípios do interior do Estado. De acordo com a assistente social, só nesse ano, foram realizadas campanhas no Espaço Ganha Tempo, na Assembléia Legislativa, Secretaria de Estado de Infra Estrutura, Universidade Federal de Mato Grosso e nos municípios de Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra.

O procedimento para captação de doador compatível da medula óssea inicia com a busca de doadores dentro da própria família. Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é procurar um doador compatível no Registro de Doadores e, se encontrado, articula-se a doação. “Pessoas da mesma família tem 25% de chance de ser um doador compatível, a probabilidade é bem maior. Caso contrário, as chances são entre um em cem mil pessoas”, declarou a assistente social.

Qualquer pessoa que tenha entre 18 e 55 anos, tenha boa saúde e não apresente doenças, como as infecciosas ou as hematológicas, pode se cadastrar mo MT – Hemocentro como doador voluntário de medula óssea. O candidato recebe todos os esclarecimentos sobre o processo de doação e, em seguida, é colhida uma pequena amostra de sangue, que será submetida ao exame de classificação da medula (HLA – características genéticas importantes para a seleção de um doador) e enviado ao Redome, cujo cadastro central é sediado no Estado do Rio de Janeiro.

Quando surgir compatibilidade do doador com algum dos pacientes que aguardam o transplante, novos procedimentos vão garantir a efetivação da doação. No momento do cadastro, é indispensável à apresentação da carteira de identidade ou da carteira de trabalho na unidade do MT-Hemocentro.

No retirada da amostra de sangue o doador assina um Termo de Consentimento onde os seus dados cadastrais, o resultado da tipagem HLA e os outros resultados dos exames de Histocompatibilidade/Imunogenética serão incluídos no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome, coordenado pelo Laboratório de Imunogenética do Instituto Nacional de Câncer –Inca, do Ministério da Saúde.

O transplante é recomendado a pacientes com doenças que afetam as células do sangue, como leucemias, anemias e linfomas. O transplante é a substituição da medula óssea doente por uma saudável. Com isso, o organismo do paciente transplantado passa a produzir novas células da medula óssea e do sangue.

A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecido popularmente por tutano. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue, as hemáceas, os leucócitos e as plaquetas. “A doação de medula óssea é um procedimento seguro, que não causa qualquer comprometimento à saúde do doador”, finalizou a assistente social, Heloíse Dias.

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