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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Adolescentes em Sinop e Rondonópolis são alvos de operação que investiga crimes cibernéticos

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Polícia Civil de Mato Grosso, em ação coordenada com o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deflagrou hoje a Operação Mão de Ferro 2, uma ofensiva nacional contra crimes cibernéticos de extrema gravidade, especialmente aqueles direcionados a crianças e adolescentes. No Estado, são cumpridos um mandado de busca e apreensão domiciliar a uma adolescente, de 16 anos, em Sinop, e dois mandados de busca e apreensão e de internação provisória ao líder do grupo, um adolescente de 15 anos, em Rondonópolis.

A operação ocorre de forma simultânea em mais 11 Estados brasileiros, na Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo. Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados judiciais, incluindo busca e apreensão, prisão temporária e internação socioeducativa.

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Além de Sinop e Rondópolis, as ações estão concentradas nos municípios de Manaus e Uruçará (AM); Mairi (BA); Fortaleza e Itaitinga (CE); Serra (ES); Sete Lagoas e Caeté (MG); Aquidauana (MS); Marabá, Barcarena, Canaã dos Carajás e Ananindeua (PA); Oeiras (PI); Lajeado (RS); São Domingos (SE); São Paulo, Guarulhos, Porto Feliz, Itu, Santa Isabel e Altair (SP).

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O menor apontado como líder do grupo já havia sido alvo da 1ª fase da operação, deflagrada em agosto do ano passado e também da Operação Discórdia, deflagrada pela Polícia Civil no último mês de abril. 

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As investigações identificaram uma rede de pessoas, com participação de adolescentes, que, de forma articulada, praticava crimes como indução, instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio, perseguição (stalking), ameaças, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil, apologia ao nazismo e invasão de sistemas informatizados, incluindo acesso não autorizado a bancos de dados públicos.

As práticas criminosas ocorriam principalmente em plataformas como WhatsApp, Telegram e Discord, nas quais os investigados disseminavam conteúdos de violência extrema, estimulavam comportamentos autodestrutivos, realizavam coação psicológica, ameaças e exposição pública de vítimas — em sua maioria, adolescentes — causando danos emocionais e psicológicos severos.

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