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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Saúde

Várzea Grande: técnica assume ter jogado fetos e alega acidente

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A técnica em enfermagem C.D.E., 51, foi ouvida ontem pela manhã, pelo delegado Antônio Esperandio, quando assumiu responsabilidade pelo descarte de 11 fetos, além de material anatomopatológicos e peças cirúrgicas descartadas do Pronto Socorro de Várzea Grande e jogadas no aterro sanitário do município no sábado. O material foi localizado por catadores no domingo.

A enfermeira, que atua há 17 anos na instituição, garante que o descarte do material sem a identificação de lixo hospitalar foi um acidente. No sábado, ela, que é responsável pela esterilização do centro cirúrgico, limpava o local quando derramou formol sobre as caixas de papelão onde estavam os materiais. Ao tentar mudar as caixas de local elas se romperam. Então ela pediu sacos plásticos pretos para acondicionar o produto, os mesmos usados para o descarte de lixo comum. Saiu para o almoço e quando retornou, os sacos plásticos não estavam mais no local. Mas não pensou que tivessem sido levados com o lixo comum.

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Acompanhada pela advogada da prefeitura, a técnica disse que tão logo soube do que ocorreu assumiu o erro e eximiu de culpa os demais funcionários do setor. Ela assume que seu maior erro foi o de não identificar o material como lixo hospitalar.

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O secretário de comunicação da Prefeitura de Várzea Grande Jeverson Missias disse que o depoimento da técnica para a Comissão de Sindicância do Pronto Socorro, na noite de domingo, ainda não respondeu a principal pergunta sobre o motivo de ter colocado lixo hospitalar em sacos pretos comuns, e não nos brancos, usados para este material.

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O delegado Esperandio não acredita que a enfermeira agiu de má fé. “Ao que tudo indica foi um acidente. Mas a investigação agora será feita pela Delegacia Regional de Várzea Grande e a Delegacia de Meio Ambiente (Dema), vai receber uma cópia dos autos para avaliar se houve ou não crime ambiental em relação ao descarte indevido do material no aterro”.

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