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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Saúde

Cerca de 5 mil servidores da saúde também devem entrar em greve

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Os servidores da rede estadual de saúde estão em estado de greve e podem paralisar as atividades a partir de quinta-feira (17). São cerca de cinco mil que devem cruzar os braços, assim como os médicos, em protesto contra a proposição do secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, de mudar o modelo de gestão da área, além da luta pela implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

Com a greve, ficariam prejudicadas as áreas administrativas e técnicas na Secretaria de Estado de Saúde, em Cuiabá, nos escritórios regionais e unidades médicas pelo Estado. Seriam mantidos apenas os serviços de urgência e emergência, por ser essencial à população.

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De acordo com a assessoria do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e Meio Ambiente (Sisma), hoje, os representantes da categoria tem reunião marcada com o secretário de Estado de Administração, Cesar Zílio, para discutir o PCCS. Nesta audiência deve ser debatido principalmente o impacto da folha salarial destes servidores com a implantação do Plano.

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Na quinta-feira (17), acontecerá uma audiência pública na Assembleia Legislativa para debater a saúde no Estado. Neste dia, os servidores da área, assim como os médicos em greve devem participar e protestar contra o modelo de gestão a ser implantado. A partir desta audiência é que deve ser definida se os trabalhadores da pasta irão ou não seguir os mesmos passos dos médicos.

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Conforme Só Notícias já informou, os médicos da rede estadual de Saúde entraram em greve no dia 10. Eles acreditam que a transferência da administração dos hospitais de responsabilidade do Estado para as Organizações Sociais (OS) é uma forma de privatizar o setor. A decisão atinge cerca de 500 profissionais em todo o Estado.

Pela proposta do secretário, as Organizações de Saúde, que são entidades filantrópicas credenciadas pelo Ministério da Saúde, administrariam as unidades hospitalares com custos em média de 30% menores. Henry disse que o modelo implementado em unidades de saúde de todo o Brasil tem resultados mais do que satisfatório e lembrou que o setor que conduz é dinâmico e exige mudanças constantemente para atender as reais necessidades da população de uma maneira em geral.

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