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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Saúde

Médicos de MT entregam reivindicações e pedem apoio de procurador-geral

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O procurador-geral de Justiça em Mato Grosso, Paulo Roberto Jorge do Prado, recebeu, esta tarde, mais de 300 médicos e estudantes de medicina na sede da Procuradoria Geral de Justiça, em Cuiabá. A mobilização pacífica “Vem para rua pela saúde” ocorre em todo país e tem como objetivo discutir os problemas do Brasil e a degradação da saúde.

A principais reivindicações da categoria são: contra a corrupção e pela saúde pública de qualidade e humanizada; condições de trabalho para o pleno exercício da medicina; carreira de estado, conforme a PEC 454; realização de concurso público; orçamento mínimo de 10% da receita bruta da união para financiamento da saúde; contra a contratação de médicos estrangeiros sem o revalida; contra a privatização da saúde; aprovação da Lei de Iniciativa Popular contra a privatização da saúde em Mato Grosso, que está em trâmite na AL desde 24.10.2012; construção do Hospital Central Estadual, com, no mínimo, 350 leitos.

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A presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) Dalva Alves das Neves, explicou que procurador-geral que as reivindicações foram elaboradas pelas entidades médicas do Estado requerendo audiência pública para abordar as soluções efetivas para garantir a eficiência dos serviços da saúde pública. O mesmo documento será entregue à outras instituições públicas do Estado.

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Prado se comprometeu em acompanhar as reivindicações. “O que for da nossa responsabilidade estaremos juntos dentro da nossas limitações de competência. Somos companheiros e é com grande satisfação que os recebo aqui”, declarou.

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Por meio de faixas e cartazes, os integrantes da manifestação ressaltavam que no Brasil não há falta de médicos e, sim, falta de gestão em saúde. A presidente do CRM/MT declarou que a luta é de todos os brasileiros que esperam uma saúde digna.

A concentração na capital aconteceu em frente à sede do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso, passou pela Procuradoria Geral de Justiça e seguiu até a Secretaria de Estado de Saúde, com encerramento na Assembleia Legislativa. As ações de protesto foram definidas em assembleia realizada no final de junho, em São Paulo, e que resultou na elaboração de uma Carta Aberta aos médicos e à população brasileira, que explica: “a reação das entidades médicas simboliza a resistência dos profissionais e dos cidadãos ao estado de total abandono que afeta a rede pública”. O documento diz ainda que “as decisões anunciadas pelo Governo que afetam a saúde pública brasileira demonstram a incompreensão das autoridades ao apelo manifesto nas ruas”.

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