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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Sinop: delegada diz que suspeito de matar jovem vai responder por feminicídio

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A delegada Renata Evangelista, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança, do Adolescente e do Idoso, detalhou hoje sobre a prisão do suspeito de matar Maria Vitória Nastacia Vieira, 22 anos, na semana passada, no residencial Paris. Ele foi preso na última quarta-feira após receber alta no hospital regional. Renata detalhou sobre a investigação desde o dia dos fatos até a prisão do suspeito que vai responder por feminicídio.

“A gente já tinha o suspeito, ele foi hospitalizado por conta de ter sido atingido pela vítima que foi encontrada somente com a calcinha, caída na via pública. Tão logo a gente teve conhecimento da prática desse crime, já fomos atrás dos elementos de formação para subsidiar a investigação, e encontramos o terceiro elemento que estaria na cena do crime, eles consumiram bebidas alcoólicas durante a noite inteira e, temos informações relatadas pelo suspeito e o terceiro elemento que estaria nessa cena de trisal, de que no bar eles teriam combinado a prática de sexo a três e, aqui cabe se destacar que a vítima não era prostituta, eles combinaram isso de livre e espontânea vontade. Então foram até essa quitinete para essa prática sexual”, esclareceu Renata Evangelista.

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A delegada também afirmou que houve convergência entre o relato do suspeito da terceira pessoa. “O suspeito alega que a vítima não quis praticar sexo com esse terceiro envolvido, já esse envolvido alega que desistiu da prática sexual. Com a contradição dessas informações, a gente vai conseguir de fato esclarecer o que houve ali dentro dessa quitinete, esse terceiro elemento saiu antes da prática do crime, só que com relação a se houve ali dentro uma violência sexual, o que de fato aconteceu, somente com auto de violência sexual que vai ser emitido pela Politec, que não foi disponibilizado”, acrescentou.

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Renata também falou sobre os ferimentos encontrados na jovem e a versão do suspeito para o crime. “A vítima faleceu com dois cortes no rosto, um tórax e tem marcas na mão de sinais de defesa indicando que ela lutou contra o suspeito. Ele alega que dentro da quitinete, ao iniciar, ele não afirma que tenha praticado sexo com ela ou não, ele alega que ela teria apertado o órgão genital dele com força e, por conta disso, ele teria partido para cima dela, batido nela por conta dessa ação dela”.

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“É uma quitinete, um espaço muito pequeno, ela teria saído do quarto, ido até a cozinha e pego uma faca para se defender, e aí que então ele tirou a faca dela e veio então a golpeá-la e sair de dentro da residência e correr atrás dela até no portão, e quando a viu o caída, voltou para a quitinete e pediu socorro e ajudou ele um vizinho, são essas informações que a gente tem”, explicou a delegada.

A delegada também explicou sobre a autuação aos suspeito por feminicídio. “Eles se conheceram na noite e a caracterização do feminicídio, nesse caso, se dá em função da objetificação da mulher, e ele poderia ter se valido de qualquer outro meio. Um homem, ele tem a compreensão física, ele é muito mais forte do que qualquer mulher. Ele pode ser baixo, ele pode ser mais magro, sempre vai conseguir fazer com que essa mulher cesse a injusta agressão, se é que houve, de outra maneira”, concluiu.

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