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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Educação

Pesquisadores da UFMT desenvolvem película biodegradável para conservação de alimentos

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Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso desenvolveram uma película nanoestruturada com matéria-prima biodegradável para embalar alimentos e aumentar o tempo de armazenamento, preservando os nutrientes. O trabalho tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). 

O projeto é coordenado pela professora Elaine Cristina Lengowski, da Faculdade de Engenharia Florestal. “Ao realizar palestras sobre a nanocelulose e amido, como matéria-prima para filmes, percebi o alto interesse de alunos nesse tema e então surgiu a ideia de desenvolver pesquisas investigando o uso dessas películas nanoestruturadas em encapsulamento de alimentos”, explicou. 

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A metodologia consiste na aplicação de materiais nanométricos extraídos da celulose da madeira em novos processos e produtos. Possui um nanomaterial na composição, permitindo uma elevada transparência, grande impermeabilidade ao ar e propriedades mecânicas. Já os aditivos tanino e extrato de teca conferem um tom marrom-claro, que permite ser empregado em determinados alimentos como oleaginosas sem prejuízos ópticos. 

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“As florestas e a agricultura são fontes renováveis de matérias-primas para a indústria, dentro do conceito de biorrefinarias, no uso de compostos naturais no desenvolvimento de novos produtos ecologicamente menos agressivos ao meio ambiente. Seguindo essa linha, o projeto aprovado pela Fapemat será o start para reativação do laboratório de celulose e papel e biorrefinarias da Faculdade de Engenharia Florestal da UFMT”, completou a professora. 

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O produto desenvolvido ainda conta com outros componentes de origem natural extraídos das árvores, como tanino e extrato de teca, que possuem propriedades antifúngicas e antimicrobianas e, associados à matriz do biopolímero, aprimoram a troca de gases e de umidade dos alimentos revestidos pela tecnologia biodegradável, informa a assessoria.

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