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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Tabagismo também mata

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Hoje, 31 de Maio, para a OMS  Organização mundial de saaúde, é o DIA MUNDIAL SEM TABACO. O tema da campanha deste ano contra o tabagismo é “ TABACO: UMA AMEAÇA AO DESENVOLVIMENTO”. Isto demonstra que este hábito deletério que afeta a saúde dos fumantes e também de quem com eles convivem nas residências, locais de trabalho e outros lugares, acaba levando a morte `a milhões de pessoas mundo afora e aproximadamente 150 mil mortes no Brasi a cada ano.

No caso do Brasil o tabagismo mata mais do que os assassinatos, estupros, feminicidios e acidentes de trânsito em conjunto e nem por isso vemos tantas notícias na imprensa e esses números absurdos nem causam pânico como a criminalidade que nos atormenta.

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Diante desses números e outros que constam de relatórios tanto da OMS, quanto do INCA  Instuto Nacional do câncer do Brasil e outras instituições especializadas em vários países, indicam que os custos para tratamento de pessoas que fumam e contrarem vários tipos de eoenças é elevado, chegando a mais de um trilhão de dólares, além dos custos econômicos como ausências do trabalho, baixa produtividade e outras consquências.

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Para a OMS  o tabagismo é a maior ou principal causa de morte evitável,  ou seja, milhões de pessoas estão morrendo a cada ano quando poderiam viver no mínimo mais 10 ou 15 anos, demonstrando que os fumantes tem uma expectativa de vida muito menor do que os não fumantes.

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Segundo  esses estudos a principal  causa de morte tanto no Brasil quanto no mundo são as doenças cardiovasculares e 25%  dessas mortes  estão associadas ao tabagismo. De forma semelhante todos os estudos indicam também que o câncer é a segunda, Terceira ou quarta principal causa de mortes, variando de acôrdo com alguns países e que o câncer de pulmão é de alta letalidade. Segundo esses estudos 90% das mortes de câncer de pulmão estão associadas ao tabagismo.

Apesar dos avanços que tem sido feitos em diversos países, inclusive no Brasil, para restringir  o tabagismo, desde o aumento dos tributos sobre a produção de comercialização do Tabaco, como Leis que proibem o acesso de crianças e adolescentes ao Tabaco, restrição do fumo em locais como escolas, hospitais, restaurantes, transportes coletivos  e mesmo em escritórios, podemos notar que nos últimos dez anos tem caido o percentual de fumantes em praticamente em todos os países.

No entanto, estima- se que no Brasil, em 2014, nada menos do que 22 milhões  de pessoas com 10 anos e mais seriam fumantes e no mundo este número ultrapassa a mais de 200 milhões de pessoas. Enquanto os governos pressionam para que a  carga tributária sobre a produção e comercialização de cigarros e outros produtos originários do Tabaco, as companhias produtoras de Tabaco investem pesadamente em propaganda e lobby para continuarem produzindo e comercializando e lucrando com as  doenças, o sofrimento e a morte de milhões de pessoas   que se  tornam dependentes desta droga.

Da mesma forma que a Bolívia protégé e apoia os produtores da folha de coca, matéria prima para a produção de cocaine, o Brasil financia oficialmente os produtores de fumo, matéria prima para a produção da folha que é a matéria prima para a produção de cigarros e outros produtos relacionados com o Tabaco. Algo estranho quando desejamos combater  o tabagismo.

Nos EUA  as companhias que produzem cigarros e outros produtos do Tabaco gastaram em 2015 mais de US$ 9,6  bilhões de dólares  e o NIH  Instituto Nacional de Saúde investiu apenas US$ 233  milhões de dólares para pesquisas relacionadas com o tabagismo, ou seja, 2,5% dos gastos com propaganda que induzir a população a iniciar ou manter este hábito doentio.

No Brasil em 2014 o Governo Federal   arrecadou em torno de seis bilhões de reais de impostos sobre o Tabaco e o SUS  gastou mais de R$ 23 bilhões de reais com tratamento e cuidados com dependentes do tabagismo.

Neste DIA MUNDIAL SEM TABACO é fundamental  que  os dependentes  do tabagismo e seus familiares, bem como as autoridades e profissionais de saúde , tanto pública quanto privada, bem como ONGs , clubes de serviços, escolas, universidades, enfim, a sociedade como um todo reflitam mais profundamente sobre este desafio que temos diante de nós.

Mesmo que a produção e comercialização de cigarros e outros produtos do Tabaco sejam “legais”, isto legalizados, isto não retira do tabagismo, como do alcoolismo e do uso e abuso de outras drogas, inclusive medicamentos, o seu caráter  de letalidade ou seja, TABAGISMO TAMBÉM MATA, mesmo que lentamente esta dependência leva `a morte e com ela muito sofrimento e altos custos econômicos e financeiros para os dependentes, familiares e a sociedade em geral.

Pare um pouco e reflita sobre isto !

Juacy da Silva – professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia, articulista e colaborador de  jornais, sites, blogs e outros veículos de comunicação
[email protected]
www.professorjuacy.blogspot.com
Twitter@profjuacy

 

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