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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

VLT: caminho sem volta

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Volto a dizer que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Cuiabá é um caminho sem volta. A discussão não é mais se o VLT cabe ou não. A discussão é de que forma vamos retomar e concluir essas obras em que já foram investidos e pagos mais de R$ 1 bilhão.

Para isso leitor, tivemos a grata satisfação de criar a Frente Parlamentar Pro-VLT, cuja intenção é viabilizar a retomada e conclusão das obras. O principal objetivo é dar celeridade, acompanhar e auxiliar o governo. O assunto se tornou um grande entrave político e financeiro para o governador Pedro Taques (PSDB).

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A Frente Parlamentar é um instrumento político que irá ouvir a sociedade, empresários, prefeituras das duas maiores cidades do Estado, Cuiabá e Várzea Grande, governo e Consórcio (responsável pela obra), para após um amplo debate, levantar de forma criteriosa todos os entraves que interferem na conclusão do modal.

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Não se trata de pressão política, mas de um dispositivo político que faz parte do sistema democrático. A sociedade precisa participar do debate. Temos que buscar uma solução técnica e política, atendendo assim os verdadeiros interesses do cidadão mato-grossense. 

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O VLT já não é assim a última maravilha do deserto. Empresários, em especial, os da Avenida da FEB, em Várzea Grande, estão desacreditados, pois sofrem diariamente com a interrupção da obra. Conversei com quem tem passado isso no dia a dia durante audiência pública na qual podemos conhecer o drama vivido por esses empresários. 

É dura a realidade, mas inúmeros comércios fecharam as portas nos últimos dois anos, refletindo consideravelmente na demissão exponencial de trabalhadores. Tanto é que o Consórcio responsável pelas obras demitiu quase mil operários, acentuando ainda mais a crise daquela região de grande potencial econômico para o nosso Estado.

Além do conforto e qualidade, outro fator positivo é o fato de que o modal irá estimular as pessoas a deixarem seus veículos em casa, desafogando o trânsito da Região Metropolitana de Cuiabá. Além de requalificar a paisagem urbanística, propiciando à capital dinamismo e modernidade, contribuindo dessa forma com o meio ambiente podendo até gerar créditos de carbono, se operado dentro das concepções impostas pelo mercado.

Infelizmente o VLT não foi concluído dentro da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014. Mas isso pouco importa no momento. Afinal, sempre defendemos o legado das obras da Copa. Não sonhamos o VLT para turistas, mas sim para cuiabanos, várzea-grandenses e demais usuários do transporte público.

Com o montante que já foi gasto não é mais possível discutir outro modelo, pois o mesmo já foi escolhido com aval de todos os poderes constituídos e da sociedade civil organizada. Agora está na hora de arregaçar as mangas e fazer com que o trem comece a andar. É o que nós queremos. 

Assim seja!  

Emanuel Pinheiro é deputado estadual pelo Partido da República em Mato Grosso

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