Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Opinião

Clube do carimbo do HIV, uma ‘moda’ que pode custar sua vida

Compartilhe Facebook X Texto

Infelizmente como infectologista tenho visto uma prática entre os jovens que merece um alerta. Infectados pelo vírus do HIV estão transmitindo propositalmente a doença, principalmente entre os homossexuais masculinos na faixa etária de 18 a 40 anos.

Eles são adeptos da  modalidade “bareback”, na qual gays fazem sexo sem o uso do preservativo, ou  furam a camisinha conscientes que são portadores do HIV formando o ‘clube do carimbo’. A febre inconsequente cresceu tanto que criaram  blogs e grupos onde eles compartilham técnicas de como fazer o passo a passo para ‘carimbar’ o parceiro (contaminá-lo) e ainda incentivam o sexo sem camisinha.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

Os jovens usam além da balada em boates, em festas sigilosas em que acontece a roleta russa, as “conversion parties” em que entre os convidados existem os "bug chasers" (caçadores de vírus) e os gift givers" (presenteadores do vírus), que são os soropositivos dispostos a contaminar propositalmente ou com consentimento. Tudo em busca de uma adrenalina que não passa de uma ilusão. A juventude parece desconhecer os riscos e a gravidade da doença e isso pode voltar a se tornar uma epidemia.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémO Brasil produz como em 1958

Sabemos que há vários tratamentos com coquetéis de remédios que garantem hoje uma sobrevida para o infectado soropositivo, mas não podemos esquecer que ser contaminado pelo HIV é para a vida inteira. Não tem cura. Portadores do vírus HIV estão morrendo mais de doenças como infarto, diabetes, acidente vascular cerebral  e câncer que são efeitos colaterais dos medicamentos.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

Aos jovens vão o nosso alerta como profissionais de saúde que o efeito da adrenalina passa e ai vem a realidade com a discriminação, os efeitos colaterais dos medicamentos e em alguns casos, depressão e abandono por parte da própria família ou grupo social.

Os exames de HIV devem ser feitos rotineiramente como fazemos exames de sangue de controle como colesterol e glicose. E também quando se mantém uma relação sexual sem o uso do preservativo.

Não brinquemos com a nossa vida, a desperdiçando por modismos que ela é o bem mais precioso que o ser humano possui.

Luciano Ribeiro é médico infectologista

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Opinião

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé