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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Opinião

Não ! “Várzea Grande não trabalha de costas para si mesma”?

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Muito bem professor João Edisom, expôs toda essa fétida ferida que está aberta e purulenta. E que a cada dia vem mais um e bota o dedo nela, sem qualquer assepsia mesmo! 

Mas ao que tudo indica, a nossa cidade possui, conforme dados de IDSM de 2010, referente aos indicadores das desigualdades socioeconômicas de Mato Grosso, a cidade que conta com PIB de R$3.000.096.000,00. Sendo 67% gerados por serviços. E, 18%, gerados pela pequena indústria aqui instalada. Mais 1% da Agropecuária. De acordo com os dados de domicílios, verificou-se que a renda familiar está assim distribuída: de 0 a 1 salário mínimo, 12.164 – 16% dos domicílios. De 1 a 2 salários mínimos, 17.657 – 24%. De 2 a 5 salários mínimos, 30.371 – 41%. De 5 a 10 salários mínimos, 10.968 – 15%. De 10 a 20 salários mínimos, 2.848 – 4%. E, mais que 20 salários mínimos, 633 – 0,85% dos familiares domiciliados. O que se percebe nitidamente que 81% das famílias da população percebe de 0 a 5 salários mínimos. 

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Fonte: http://www.amm.org.br/amm/constitucional/noticia.asp?iId=246562&iIdGrupo=6267.

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Assim podemos concluir que qualquer solução para esta cidade não está ligada apenas à pagamento de impostos, mas principalmente à renda. Pois com “O IDSM para a Várzea Grande é de 0,563 e de Cuiabá é de 0,509.” Resultados medianos, que indicam necessidade incentivo e de implementação de atividades industriais na cidade. Ou seja, é preciso impulsionar instalações de industrias no município, para que se criem novas frentes de emprego e consequentemente aumente a renda para a cidade. Depois disso, sim, poderemos comentar pagamentos de impostos pela população. Pois com baixo índice de emprego e com baixa renda, como fazer professor, para este povo pagar os impostos, que estão bem elevados?

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Ora, alguma coisa está fora da ordem, nessa sua exposição das dores da nossa gente. Mas vale dizer que, é muito bom saber que tem pessoas assim, que se preocupam com a esta cidade. Isso prova que existe mesmo uma solução, basta boa vontade política. Os problemas são mesmo notórios!

Mas essa reflexão deve ser mais complexa. O que importa neste momento é que essas opiniões servem de alerta também. Obrigando que povo e atores da cidade pensem mais no seu comportamento e nas suas atuações. Sobre o que fazem e podem fazer para mudar e melhorar a cidade.

Desta cidade já se elegeram governadores, deputados e senadores saídos e até nascidos daqui. Mesmo assim, pouco se percebe dos benefícios localizados… Parece que as coisas não acontecem como deveriam!

Coragem essa gente tem de sobra! Vontade de trabalhar também. A prova é a luta que trava cada dia os empreendedores, construindo e expandindo da maneira que podem e conseguem. Mas as dificuldades são inúmeras também. Todos os dias se lê uma diferente.

A cidade de Várzea Grande recebeu o título de cidade industrial em 1966, com a instalação da MATOVEG. Ora, Várzea Grande teve a sua primeira indústria instalada na cidade, em 1966. A indústria teve aqui um curto período de funcionamento e logo veio também a sua extinção. E de lá pra cá muito pouco, quase nada mais houve a destacar nessa área. Assim conclui-se que o que está faltando nesta cidade é mais indústrias e políticos visionários!

E não me digam sobre impostos, pois com IDSM ridículo de 0,563 não dá para falar em impostos, onde mais de 80% da população dependem de salário mínimo, vindo a maioria do comércio, praticamente.

Há que se facilitarem em várzea grande as instalações de atividades industriais, como esmagadoras de soja, tecelagens, fábricas de móveis, frigoríficos, etc. Há que se aproveitar a matéria prima produzida no nosso estado para transformá-la em produtos acabados, aqui na nossa cidade. Aproveitando a mão de obra existente, qualificando-a e preparando-a conforme a demanda. E assim, gerando mais empregos e mais renda para essa gente. Assim, com tudo isso dias melhor realmente virá!

Não! Não professor! Várzea Grande não trabalha de costas para si mesma! O seu povo não! Não seriam os políticos daqui que parecem adquirir uma miopia crônica logo após eleitos??? Parece que se esquecem das suas funções, ou não encaram a cidade de frente, ficando apenas em explicações sempre mal acabadas. 

Numa cidade como a esta, é preciso planejar todo tempo. É preciso projeto para 20 a 30 anos futuros. Mas é preciso que cada projeto tenha cronogramas com acompanhamentos trimestrais! E avaliações de eficácia permanentes!

Ora que acabem as disputas com as eleições! Pois é notado que, muitos mantêm uma disputa doentia tão logo acabam os pleitos eleitorais, demonstrando o que parece que não sabem perder. E assim, acabam prejudicando ainda mais a cidade já tão deficiente em diversas áreas… A saúde, a infraestrutura e a segurança são as feridas que mais doem por aqui… Atentai bem professor! O povo nota de frente toda essa dificuldade, mas o que falta é quem comande a cidade pensando no desenvolvimento de fato, de frente com a realidade, pensando no agora, mas com o olhar no futuro!

Domingos Sávio Bruno é engenheiro florestal em Mato Grosso
[email protected]

 

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