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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

Maria simplesmente Maria

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O mês de maio é dedicado a Maria. Trata-se de uma antiga tradição popular, que foi assumida pela Igreja, homenageando a pessoa da Mãe de Jesus. Ela merece dos cristãos um carinho todo especial pelo seu importante papel na história da salvação. Deus a escolheu para ser a mãe do Salvador, plenificou-a com sua graça, por isso proclamamos “Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco”.

Para todos nós, ela é modelo de fé e de oração, de contemplação do mistério divino. É a mulher obediente à Palavra de Deus, de quem Isabel testemunhou: “Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”. (Lc 1, 45) É modelo de amor e doação, que se põe a caminho para servir a prima Isabel, que está a serviço e preocupada com os noivos nas Bodas de Caná. É a mãe terna que ampara e protege seus filhos e sempre nos aconselha para que sejamos fiéis a Jesus: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. (Jo 2, 5) 

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O carinho do povo por Maria faz com que ela seja louvada de diferentes maneiras, com diversos títulos. É o cumprimento da profecia que fez em seu cântico do Magnificat: “Todas as gerações me chamarão bem- aventurada.” (Lc 1, 48)

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O importante é que esse amor não se reduza a devocionismos ou meras celebrações festivas, mas se concretize na vivência do evangelho de seu Filho jESUS. A verdadeira devoção a Maria se manifesta na imitação de suas virtudes, praticando os ensinamentos de Jesus. A verdadeira devoção, também, reconhece que Maria é importante, mas é a segunda no plano da salvação. O primeiro lugar pertence a Jesus.

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 Ressalte-se, também, que Maria é uma mulher que viveu plenamente sua feminilidade. Muitas vezes os louvores que lhe tributamos parecem ofuscar esta verdade: ela é uma mulher simples, humilde, engajada na vida do povo. Mulher pobre, da periferia, que viveu a migração e a exclusão. Mãe zelosa, que cuidou de Jesus com afeto e dedicação, trocando suas fraldas, ajudando-o a dar os primeiros passos, cuidando de sua roupa e alimentação, ensinando as lições da vida, enfim, fazendo o mesmo que nossas mães fazem.

Mulher forte aos pés da cruz e ao receber em seus braços o corpo sem vida de seu Filho querido.

Ela nos convida a rezar e a louvar: “Minha alma glorifica o Senhor e exulta meu espírito em Deus meu Salvador”. (Lc 1, 46-47) Mas também nos convida a empenhar-nos na luta pela justiça, pela construção de um mundo novo, numa clara opção pelos pobres e marginalizados, os seus filhos prediletos.

Maria é muito importante na vida de Jesus e deve ser também em nossa vida. Ela é a cristã autêntica, comprometida com o Reino de Deus, sempre dócil e obediente à vontade do Senhor. Modelo de Igreja, modelo para todos os cristãos.

Muitos já falaram das maravilhas espirituais de Maria. É preciso, também, que lembremos suas outras dimensões. O fundamental é proclamá-la mãe de Deus, da Igreja e de toda a humanidade. Proclamá- la como imaculada, pura, santa, mas também como pessoa forte, corajosa, que assumiu plenamente seu papel de mulher e de mãe.

Irmã Maria Helena Teixeira – religiosa em Sinop

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