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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

JMJ: Juventude, força transformadora

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A juventude é a idade do desabrochamento, da ruptura, da busca de autonomia e da independência. De modo convencional, entende-se juventude com a etapa da vida na qual seriam desenvolvidos uma somatória de potencialidades práticas, intelectuais, psicológicas, afetivas, espirituais e morais da vida humana.

A juventude é a etapa da transição, das grandes definições e opções. É o momento dos grandes sonhos. Do imediatismo. Da impaciência. Normalmente é a fase da vida marcada pela busca frenética do novo.

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Não dá pra dizer que existe um único tipo de jovem. Os jovens não são todos iguais. Estão metidos numa multiplicidade de situações. São trabalhadores e desempregados. São empobrecidos. São mais abastados. Batalhadores por necessitarem de "um lugar ao sol". Acomodados por serem "filhos de papais". Urbanos e rurais. Engajados e articulados em tribos. Politizados e alienados. Críticos e manipulados pelo sistema…

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Neste mundo complexo, o jovem encontra seu espaço de liberdade, mas também experimenta a solidão e o anonimato. Afirma sua autonomia, mas ainda depende em muito de seus familiares. Forçado pelo sistema do capitalismo de corte neoliberal vê-se envolvido em uma rede de satisfações falsas e superficiais. "Curte" o momento. "Fica" porque entende que "o amor é infinito enquanto dura".

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Marcado pelo narcisismo da pós-modernidade, caminha para o "individualismo eletrônico". Mergulha no mundo da dependência química, tentando buscar alívio para o fosso de seu vazio existencial… No mundo do jovem, devido a esse amplo contexto de tensão entre o ser e o não ser, o ter e o não ter, figura a mudança de referenciais.

Os sistemas tidos como tradicionais, familiar, social, político, religioso são questionados e, com frequência, não mais aceitos. Como encarar este quadro do jovem de hoje?

É necessário refazer um novo projeto de pessoa humana. Centrado não no ter para acumular, mas no ser para realizar-se. Afinal, existimos para uma vida de qualidade onde as coisas, os bens estão aí para criarem relações de solidariedade entre pessoas e fazer com que haja, para todos, um nível de existência melhor. Na vida há valores e realidades que transcendem o ter para acumular e comercializar.

O exercício contínuo do amor generoso, gratuito e oblativo é caminho para a criação de um projeto de vida e de sociedade, cuja lei maior é a abertura para o outro, especialmente para as pessoas que vivem marginalizadas e são descartadas.

O amor generoso será traduzido, especialmente para o jovem, em comprometimento com as grandes causas humanitárias, a defesa da vida, a ecologia, a oposição a todo tipo de corrida armamentista, a luta pelos direitos humanos…

Estas e outras causas maiores tornam-se terrenos férteis para o exercício continuado de ações que transformam tão ao molde da força da juventude em geral e de cada jovem em particular.

Irmã Maria Helena Teixeira – religiosa em Sinop

 

 

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