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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Opinião

Uma saída para Dilma

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As manifestações que afloram continuamente por todo o País refletem a insatisfação popular com o "estado de coisas" nas mais diversas áreas que imperam no Brasil. A maior singularidade, talvez, seja paradoxalmente a pluralidade de motivos na política, na economia, e no social, de maneira geral e inegavelmente difusa. Nos sentimentos individuais nasceram poderosas ilhas coletivas agindo em nome das transformações necessárias que calam fundo na indignação de cada cidadão.

Pois bem, até agora, como mero espectador dos fatos, só vi críticas, pseudos aliados dos movimentos, cordões de puxa-sacos transvestidos de bons samaritanos na esperança de sentirem-se acolhidos por estes movimentos que têm rechaçado qualquer forma de uso político, aos quais parabenizo. Não vi nenhuma proposta concreta capaz de provocar realmente tais transformações.

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Por isso, quero fazer uma sugestão à nossa bem intencionada Presidenta Dilma Roussef: renegocie todas as dívidas dos municípios e estados brasileiros, alongue o perfil dessas dívidas, busque carência e menores taxas de juros, seguindo o exemplo de Mato Grosso. Dessa forma, em números gerais, o Brasil poderia da noite para o dia criar uma capacidade de investimento com dinheiro em caixa da ordem de R$ 600 bilhões.

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Resolveríamos os problemas na saúde, segurança, infraestrutura, educação, bem como geraríamos milhões de empregos. A economia ficaria mais robusta, com mais circulação de riquezas, retroalimentação do sistema tributário, reservas financeiras, superávit primário, e tornaríamos realmente o Brasil mais competitivo com investimentos no social e, principalmente, no ser humano.

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As dívidas já existem, ninguém estaria contraindo aumento de dívidas, pelo contrário, a capacidade de investimento seria recuperada. O gerenciamento desses recursos seriam feitos pelo povo, que indicaria as prioridades e participaria das decisões de aplicações efetivas desses recursos, numa espécie de "fundo soberano de salvação do Brasil", exercendo de fato e de direito o orçamento e financeiro participativo da sociedade brasileira.

Parece simples, e é muito simples, basta acreditar, colocar em prática, arregaçar as mangas e ir para o fronte do desenvolvimento sustentado do Brasil. É isso que a sociedade espera de todos nós, soluções simples que resolvem o complicado.

Eder Moraes – secretário de Articulação Institucional de Mato Grosso em Brasília

 

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