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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Opinião

Melhores remédios, para piores males!

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Profissionais de Recursos Humanos com mais de dez anos de experiência seguramente já enfrentaram, ao longo de suas carreiras, turbulências, tempestades e abalos na economia, conhecendo, portanto, seus efeitos colaterais imediatos nas empresas: cortes de investimentos em treinamento, suspensão de promoções, substituições em novas contratações, redução geral de despesas e demissão de pessoal.

Lembro-me perfeitamente (por experiência própria) que outrora, em situações bem menos complexas do que esta que estamos vivendo, o profissional de Recursos Humanos não era sequer chamado a opinar sobre as decisões a serem tomadas, pela simples razão de já ter sido dispensado na primeira delas!
O "grid" da guilhotina funcionava mais ou menos assim: na "pole position" vinha o próprio gerente de Recursos Humanos, porque era quem ganhava o maior salário. Ao seu lado, na primeira fila, geralmente estava situado ou o homem de treinamento, cuja atividade passava a ser vista como um luxo desnecessário, ou o responsável por Recrutamento e Seleção, que nesta altura do campeonato, com as portas de entradas fechadas, ficava apenas observando o trânsito fluir pela porta de saída.

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Logo a seguir apareciam (ou desapareciam…) os profissionais que cuidavam de cargos e salários, benefícios, segurança, serviço social, serviços gerais etc. Da estrutura original sobrava o velho setor de pessoal, antes marginalizados pelos demais, mas que diante da nova realidade passava a ser absolutamente indispensável, pois, afinal, alguém tinha de processar as rescisões, pagar, alimentar e transportar os heróis que tinham sobrevivido ao corte, bem como zelar para que nada faltasse ao motorista, à cozinheira e ao jardineiro do patrão.

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Importante salientar que não aconteciam somente na área de Recursos Humanos, mas também nas demais áreas de staff das companhias, atingindo duramente os departamentos de marketing, jurídico, sistemas, auditoria etc.
A classe empresarial tem mais uma vez a oportunidade de se convencer que o maior ativo de suas empresas são as pessoas que nela trabalham. Matérias primas, máquinas e prédios podem ser estocadas, ficar paradas ou serem adquiridos mais tarde. Com gente é muito diferente!

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Reinaldo do Carmo de Souza é professor da Universidade de Cuiabá

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